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01 outubro 2022 - 20:51

Fernando Pimenta: «Sinto-me mesmo muito feliz. Não fazia maratonas há 10 anos»

Português foi quinto na prova de K1 dos Mundiais, mas assume-se satisfeito

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O canoísta Fernando Pimenta considerou este sábado ter sido um "guerreiro" no quinto lugar na prova de K1 dos Mundiais de maratonas, apesar de ter falhado a medalha, que seria a 15.ª da época e a sua 123.ª internacional.

"Hoje fui um guerreiro. Lutei de início ao fim, e estou super-orgulhoso do resultado", vincou, embora admita que "custou muito não poder ganhar mais uma medalha".

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Sem competir nesta especialidade há 10 anos, Fernando Pimenta, que quinta-feira foi campeão do Mundo na short race, esteve sempre com o grupo da frente, perdendo o contacto somente na fase final. "Acho que também para os meus adversários foi uma grande surpresa ter aguentado a prova toda. Só tenho de ficar contente, não é a minha área. Tenho de estar orgulhoso pela imensidão de gente em Ponte de Lima, um inédito mar de gente. Num momento destes, é muito importante receber o carinho das pessoas. Sentir que, apesar do quinto lugar, excelente, as pessoas gritaram o meu nome. Estou feliz e orgulhoso", confessou.

Pimenta referia-se ao falecimento do seu avô esta madrugada, facto que, ainda assim, não o impediu de competir na sua terra natal, na qual foi acarinhado por muitos milhares de adeptos ao longo do percurso. "O Pimenta de volta às maratonas. Sinto-me mesmo muito feliz. Não fazia maratonas há 10 anos. Voltar e ser campeão Mundo na short race e top 5 na longa com tão pouco tempo de trabalho tão específico... era com o (Usain) Bolt fazer os 10.000 metros, a 'meia' ou até a maratona ou o (Michael) Phelps nadar em águas abertas", comparou.

Para domingo, na prova de K2 com José Ramalho, que hoje foi prata em K1, o objetivo é terminar a época, que vai longa, dando mais uma alegria aos conterrâneos. "É descansar, recuperar e depois terei tempo para fazer o luto pelo meu avô. Não me vou deixar afetar. Custa e dói muito, mas vou tentar manter-me focado no grande objetivo de representar os portugueses. Demonstrar a todas as entidades que têm o direito e dever de nos apoiar que estamos aqui, somos humanos e precisamos do apoio deles", concluiu.

Os Mundiais de maratonas, nos quais Portugal já tem seis medalhas, juntam em Ponte de Lima 890 canoístas, oriundos de 36 países.

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