Francisca Laia: «Medalha tem sabor especial»

conquistou prata em K1 200 nos Mundiais sub-23

Mundiais sub-23: Francisca Laia: «Medalha tem sabor especial»
Mundiais sub-23: Francisca Laia: «Medalha tem sabor especial» • Foto: fpcanoagem.pt

A canoísta Francisca Laia assumiu este domingo que conquistar medalhas em Montemor-o-Velho "tem um grande sabor", esperando voltar ao pódio depois da prata em K1 200 nos Mundiais sub-23.

"Tem um grande sabor, principalmente por ser em Portugal diante do público e das pessoas que conhecemos. É muito bom. Não tenho palavras. É gratificante, tem sabor especial", disse à agência Lusa, após a prata que dividiu com a espanhola Sara Ouzande, ambas a 440 milésimos da russa Natalia Podolskaya, já uma referência da canoagem internacional. 

A futura médica, de apenas 21 anos, já tinha conquistado duas medalhas de bronze em K1 200 enquanto júnior, em 2011 e 2012, uma delas em Montemor-o-Velho.

Francisca Laia assume que não contava com o pódio: "Sinceramente não. A russa é atleta das melhores do mundo a nível absoluto, não há volta a dar. E havia a húngara, a alemã, a inglesa... e a espanhola. Foi grande surpresa. Muito boa".

À tarde tem nova final, de K2 200, com Maria Cabrita, na qual não alimenta "muitas expetativas" (competem na pista nove, prejudicada pelo habitual vento de esquerda), embora mantenha a esperança de "fazer subir novamente a bandeira portuguesa". 

Laia diz que esta medalha lhe transmite "ainda maior confiança" para, em agosto, atacar o apuramento para os Jogos Rio'2016, nos Mundiais absolutos de Milão, no qual integra o K4 500 com as olímpicas Joana Vasconcelos, Beatriz Gomes e Helena Rodrigues.

"Este Mundial sub-23 não é o objetivo principal da época, mas encaro isto como motivação extra para estar mais forte e treinar ainda melhor para chegar a Milão e conseguir o objetivo, que é entrar na final e conseguir o apuramento", assumiu.

Francisca Laia diz ainda que Portugal "está a crescer em todas as distâncias e categorias", considerando, por isso, que o futuro da canoagem portuguesa "está assegurado".  

Esta semana concluiu o terceiro ano de medicina em Coimbra, sem cadeiras em atraso: "O segredo é ir trabalhando dia a dia, ir gerindo da melhor forma, pois não há impossíveis".

"Que ninguém abdique de fazer uma coisa que gosta para fazer outra, pois é possível fazer as duas. Talvez não com média de 18, mas pode fazer ambas se for uma pessoa organizada e boa gestão de tempo", concluiu.

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