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Mundial de maratona: Nuno Barros e Rui Lacerda esperavam "mais" em C1

Canoístas ficaram em quinto e o nono lugares

Os canoístas Nuno Barros e Rui Lacerda reconheceram este sábado que esperavam ter feito melhor do que o quinto e o nono lugares na prova de C1 do Mundial de maratona, na Vila do Prado, Braga.

"Não tive boas sensações. Há dias maus e hoje é para esquecer. Não sei se foi pressão (por competir em Portugal), a única coisa que quero é pedir desculpa às pessoas que acreditaram em mim, que achavam que era possível lutar por uma medalha", desabafou Rui Lacerda.

O vice-campeão da Europa garantiu que se tem sentido bem nos treinos e lamentou o "dia menos bom": "Mesmo quando ia no grupo da frente, costumo sentir-me bem e com vontade de liderar. Hoje, sentia como se estivesse num elástico e que a qualquer momento poderia ficar para trás".

Agora, o limiano, que tem vários pódios europeus e mundiais em juniores e sub-23, vai descansar e tentar fazer melhor domingo em C2 com o jovem Ricardo Coelho.

Nuno Barros admitiu que "esperava um pouco mais do que o quinto lugar", mas recordou que "o desporto não é só medalhas" e que, muitas vezes, "há muito sacrifício por trás e nem sempre as condições são as melhores".

"Foi uma prova regular. Se calhar, com outro tipo de ajuda poderia lutar pelas medalhas. Houve um momento em que me 'perdi' na regata. Depois, foi tentar recuperar, mas é complicado quando se faz isso sozinho contra quatro que vão na frente a lutar pela medalha e a tornar, assim, a prova mais rápida", disse.

Como a distância para o quarteto da frente cedo se tornou difícil de recuperar, Nuno Barros, que foi campeão do Mundo em 2010 e bronze em 2014, 2015 e 2016, admitiu que evitou desgastar-se para estar mais fresco domingo na C2.

O GNR queixou-se ainda do poder político e da forma como este se "esquece dos atletas não olímpicos: "As federações desdobram-se em trabalhos para dar mais e mais, mas as coisas não esticam. Por vezes basta o conforto de uma palavra".

"A GNR garante-me a subsistência, mas há muito sacrifício pessoal e apoios de familiares e amigos. Por vezes, bastaria uma palavra de alento, conforto e reconhecimento", sugeriu, recordando ao poder político que entre campeões da Europa e do Mundo, como é o seu caso, "não há atletas de primeira e de segunda".
Por Lusa
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