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Tadej Pogacar bate Paul Seixas para ganhar a Liège-Bastogne-Liège

Tadej Pogacar vence Liège-Bastogne-Liège após bater Paul Seixas
• Foto: AP

No primeiro grande duelo frente a Paul Seixas, Tadej Pogacar mostrou quem é o patrão do pelotão internacional e venceu isolado a Liège-Bastogne-Liège. É a quarta vez que o esloveno da Emirates conquista esta prova - iguala Alejandro Valverde e fica a uma de Eddy Merckx - e, aos 27 anos, chega aos 13 monumentos - só Merckx tem mais, com 19.

O francês de 19 anos, da Decatlhon, foi mesmo o único a conseguir responder ao ataque de Tadej Pogacar na principal dificuldade do percurso - a La Redoute, a 35 quilómetros da meta -, mas não resistiu ao segundo teste,  que aconteceu no Côte de la Roche aux Faucons, a 13 mil metros do final.

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O campeão do Mundo chegou isolado, com 43 segundos de vantagem para Seixas. Remco Evenepoel fechou o pódio, 1.42 minutos depois. O esloveno, companheiro de João Almeida, somou a 4.ª vitória esta época em apenas 5 dias de corridas  - junta este aos triunfos na Strade Bianche, Mião-San Remo e Volta a Flandres, tendo falhado apenas a conquista da Paris-Roubaix (2.º) 

De destacar que Tadej Pogacar chegou a estar a 4 minutos de um grupo de 53 corredores que incluía Remco Evenepoel (RedBull). Uma queda logo nos metros iniciais dos 259,5 quilómetros lançou a corrida e dividiu o grande grupo em dois, tendo o esloveno e Seixas ficado para trás, sendo as suas equipas obrigadas a trabalhar para fechar esse espaço, perante os esforços, principalmente, de Evenepoel e Egan Bernal (Ineos).

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"Significa muito para mim voltar a ganhar uma das maiores corridas do ciclismo. Não faço muitas provas, por isso há muita pressão para corresponder em dias como hoje. Estou muito feliz e não podia estar mais orgulhoso da equipa", começou por referir Pogacar, elogiando Paul Seixas. 

"Na La Redoute eu forcei muito e percebi que ele estava no elástico, mas ficou comigo. Fiquei impressionado, mas depois colaborámos e abrimos uma diferença grande, o que foi bom para nós. Como ele estava tão forte, eu já estava preparado para sprintar, mas conheço a Roche aux Faucons, coloquei o meu ritmo e ele ficou para trás."

Em relação a Pogacar, costuma dizer-se que 'quem anda muito perto do sol, acaba por queimar-se'... e foi o que aconteceu a Afonso Eulálio. O português da Bahrain estava bem perto do esloveno quando este atacou pela primeira vez, mas acabou por quebrar e fechou no 62.º posto, a 9.25 minutos. 

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Por Pedro Filipe Pinto
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