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Wout van Aert conquista a Paris-Roubaix e impede Tadej Pogacar de fazer história

Wout van Aert vence Paris-Roubaix contra Tadej Pogacar
• Foto: Lusa/EPA

Wout van Aert é o grande vencedor da Paris-Roubaix num dos maiores espetáculos de ciclismo dos últimos anos. O ciclista belga da Visma-Lease a Bike aguentou todos os ataques de Tadej Pogacar (UAE) para, no velódromo de Roubaix, ganhar ao sprint, impedindo o esloveno de fazer história: tendo ganho, teria sido apenas o 4.º ciclista a ganhar os 5 Monumentos do ciclismo, depois de Eddy Merckx, Rik van Looy e Roger de Vlaemicnk.

Numa edição bastante acidentada - nenhum dos favoritos escapou a um problema mecânico -, Pogacar teve de trocar três vezes de bicicleta e, na primeira, a cerca de 123 km da meta, teve andar vários quilómetros com uma do apoio neutro. Ficou a pouco mais de 1 minuto do grupo da frente, mas com a ajuda dos companheiros (António Morgado esteve em grande, antes e durante a crise), conseguiu chegar à frente mesmo a tempo do principal setor de pavê destes 258,3 km - o Trouée d'Arenberg.

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Foi aí que o azar tocou à porta de Mathieu van der Poel (Alpecin). O vencedor das últimas 3 edições furou, recebeu a bicicleta do companheiro Jasper Philipsen, mas esta tinha uns pedais especiais apenas para o sprinter belga, pelo que o holandês teve de desmontar. Trocou a roda e, ainda no mesmo setor, furou novamente. Ficou a 2 minutos e meio de Pogacar!

Sozinho a 90 quilómetros da meta, MVDP recuperou esse tempo quase todo, mas, quando estava a apenas 20 segundos do grupo da frente, Wout van Aert atacou e levou Pogacar consigo. Esse foi o movimento decisivo. Daí até ao fim não mais foram apanhados, apesar de muitos ataques do esloveno, houve colaboração e chegaram juntos à meta, com o sprint a decidir a favor do belga de 31 anos. 

Jasper Stuyven (Soudal) foi quem mais se aproximou desde duo, tendo chegado a 13 segundos para completar o pódio. Van Der Poel, depois de uma exibição de grande nível, ficou em quarto. Companheiros de Pogacar na Emirates, os portugueses António Morgado (116.º) e Rui Oliveira (127.º) terminaram bastante atrasados depois de muito trabalharem. 

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Por Pedro Filipe Pinto
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