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Antigo vencedor da prova aplaude trabalho de Ezequiel Mosquera
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Portugal "sempre foi uma boa oportunidade" para os galegos, reconheceu Alejandro Marque, com o antigo vencedor da Volta a Portugal a defender que a prova ganhou "um grande organizador" com Ezequiel Mosquera.
"Eu conheço o Ezequiel desde há muitos anos e sei o profissional que é. A nível organizativo, sei que é muito bom. Na Volta, ganharam um grande organizador. Não é português, mas passou parte da sua carreira ali", vincou o campeão da Volta2013, em declarações à agência Lusa.
Retirado desde 2022, 'Alex' integrou por estes dias a caravana d'O Gran Camiño, conduzindo convidados durante a prova galega, também organizada por Ezequiel Mosquera, que é novo responsável pela 'montagem' da Volta a Portugal.
"Portugal sempre foi uma boa oportunidade para nós", admitiu Marque, antes de ser interrompido por Gustavo Veloso, o galego que venceu duas vezes a prova 'rainha' do calendário nacional e é o diretor desportivo da equipa portuguesa Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua.
"Passas o Minho de um lado para o outro e não sentes a diferença", atirou Veloso ao inteirar-se do tema da conversa, antes de se afastar para deixar o seu amigo a concordar que aquela era "uma boa resposta".
Embora tenha aceitado o desafio de Mosquera para estar n'O Gran Camiño, o também duas vezes terceiro classificado da Volta (2015 e 2021) reconhece que será complicado repetir a missão na 87.ª Volta a Portugal, que decorre entre 05 e 16 de agosto.
"Gostaria imenso de estar aí, sinceramente. Seria um prazer para mim. Mas é uma altura do ano em que, no meu trabalho atual, é época de muitíssimo trabalho e vai ser difícil. Mas é verdade que estou a dever uma visita e tenho de ir aí para ver ex-colegas e todos", concedeu.
Dono de uma loja de bicicletas, Marque ri-se quando diz que "a vida de empresário é difícil".
"Antes, podia gerir o tempo de outra maneira. Treinava e ficava com a parte da tarde meio livre. Agora, na loja, sabes quando abres e não quando fechas. É diferente", comparou.
Ainda assim, garante, não sente saudades da competição: "Pensei que ia encarar a reforma pior".
"Gosto de ver as provas mas o que sinto mais falta é não ter mais tempo para andar de bicicleta, que é o que a mim me faz feliz. Dei-me conta que isto era um trabalho, mas também é um hobby", completou.
Embora satisfeito com a sua nova vida, 'Alex', de 44 anos, confessa que será difícil encontrar "um trabalho" em que se sinta tão realizado como acontecia quando era ciclista - e foi-o durante 18 épocas, todos elas passadas em equipas portuguesas.
"O ciclismo, para mim, é muito gratificante. Pode chegar a ser duro, com os treinos e estágios, mas quando estás em competição tudo é harmonia de gente, apoio, resultados e essa recompensa, às vezes, de todo o trabalho que há por detrás", destacou.
Até nas quedas Marque encontrava mais um motivo para amar o seu desporto, considerando que "também é bonito esse caminho de recuperar" desses reveses ou de uma lesão e "voltar a triunfar".
"Isso também faz parte do desporto e acredito que nos torna ainda mais fortes. Essa é uma faceta que é própria da vida. No final, é levantar-se e seguir em frente", explicou.
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