Angel Edo impera no adeus de Gomes

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Mais uma decisão ao "sprint". Esta está a ser a "sina" do 3º Grande Prémio CTT Correios neste final de temporada. Etapas planas, um calor sufocante e muita... calmaria, pois a época já vai longa. Hoje o pelotão talvez se agite um pouco, já que existe uma contagem de montanha de 1ª categoria, precisamente no Alto da Fóia, a cerca de 45 quilómetros da meta instalada em Lagos, onde termina a competição. Decerto que será na Serra de Monchique que se decidirá a competição. Caso contrário, a vantagem será toda do espanhol Angel Edo, que mantém a camisola amarela. Ontem, em Santiago de Cacém, venceu ao "sprint" o russo Alexey Markov, triunfo que deu à sua formação, a Itera, o comando da geral por equipas. "Foi a terceira vitória da minha carreira. Mas foi muito difícil com este calor", disse Markov.

A tirada, essa, foi relativamente calma. O espanhol Pedro Hermidas, da Ovarense, "escapou" ao quilómetro 49, chegou a deter 5,12 minutos de vantagem sobre o pelotão, mas acabou por ser absorvido a cerca de 30 quilómetros da meta, altura em se ficou a perceber que a corrida seria novamente decidida ao "sprint", apesar da derradeira tentativa de fuga protagonizada por Orlando Rodrigues. E no último fôlego Markov foi mais rápido do que os espanhóis Alberto Benito e Angel Edo.

Dia de emoções

No final da etapa o povo de Santiago de Cacém mostrou que gosta de ciclismo, não regateando aplausos a Abraham Olano, Joaquim Gomes e José Rosa, ciclistas que ontem encerraram as respectivas carreiras. Foi um momento emotivo, com Artur Moreira Lopes, presidente da FPC, a entregar medalhas a Gomes, Olano e Rosa. "Valeu a pena dedicar-me ao ciclismo. O que levo de mais gratificante foi o convívio e amizade que, ao longo dos anos, fui fazendo com as pessoas do pelotão, ciclistas, mecânicos, médicos, directores desportivos, etc.", sublinhou Olano, que se despede com um “ouro” olímpico em Atlanta'96, dois títulos mundiais e uma vitória na Vuelta.

"Mentia se dissesse que não me sinto sensibilizado e emocionado com o carinho manifestado pelas pessoas. Foi uma vida inteira ligada à modalidade. É um momento extremamente difícil e já sinto um certo saudosismo. Nestas situações fica sempre um vazio muito grande", focou Joaquim Gomes, um dos melhores ciclistas portugueses de sempre e que coloca um ponto final a 18 anos de carreira como profissional.

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