Campeonatos nacionais de ciclismo continuam a aposta na descentralização

Federação Portuguesa tem o objetivo de levar a prova para fora dos grandes centros urbanos

Delmino Pereira, Presidente da Federação Portuguesa de Ciclismo
Delmino Pereira, Presidente da Federação Portuguesa de Ciclismo

A edição deste ano dos campeonatos nacionais de ciclismo de estrada, que se realiza em Melgaço, entre 28 e 30 de junho, volta a apostar na descentralização.

Levar provas da modalidade para fora dos grandes centros urbanos foi, de novo, a intenção da Federação Portuguesa de Ciclismo [FPC], para um dos "pontos altos do calendário velocipédico nacional", tal como considerou o presidente do organismo Delmino Pereira.

"Temos esta preocupação de organizar os campeonatos em várias regiões, onde há uma grande identificação com a marca do ciclismo, que gosta de percorrer os territórios. A aposta em Melgaço é uma decisão feliz, porque se trata de uma vila amiga da modalidade", disse o dirigente.

Para uma prova em que são esperados mais de 200 participantes, nos escalões elite, sub-23 e femininos, Delmino Pereira salientou a oportunidade de reunir, nestes dias, as grandes figuras do ciclismo nacional.

"Todos os corredores gostam de ter no currículo este título, e exibir, ao longo de um ano, as cores de Portugal. Será uma corrida que dará oportunidade para ver os nossos ciclistas emigrantes, que quase só nesta oportunidade regressam a Portugal para competir", vincou o presidente da FPC, durante apresentação do evento, que decorreu esta quarta-feira em Melgaço.

Também presente nesta cerimónia esteve o Secretário de Estado do Desporto e da Juventude, que louvou o "espírito descentralizador" dos eventos da Federação Portuguesa de Ciclismo.

"Descentralizar também faz parte das preocupações do Governo. Daí o nosso apoio ao ciclismo, porque é uma modalidade que vai encontro das pessoas, basta saírem de casa e têm uma envolvência extraordinária com o Desporto", disse João Paulo Rebelo.

Como anfitrião destes campeonatos, o presidente da Câmara Municipal de Melgaço, Manoel Batista, considerou ser um "privilégio" receber eventos desta dimensão, garantindo que "a parceira já existente com Federação Portuguesa de Ciclismo é para manter por muitos anos".

Quanto ao programa da competição, arranca no dia 28 de junho, sexta-feira, à tarde, com as provas de contrarrelógio para os atletas sub-23, femininos e elites, sendo que para os primeiros dois escalões o percurso será de 24,6 quilómetros, e para as elites de 32,2 quilómetros.

Para o dia seguinte, sábado, 29 junho, estão reservadas as provas de fundo para os sub-23, com uma distância de 144,4 quilómetros, e para as atletas femininas, que vão percorrer um traçado com 88,6 quilómetros.

No domingo, surge a prova de fundo para elites, num percurso de 181 quilómetros, com oito passagens pela zona de meta, que terá partida em Castro Laboreiro e chegada em junto à Câmara Municipal de Melgaço.

As dificuldades do terreno desenhado para as provas de fundo esta edição são evidentes, dada a forte presença de relevo, e a aproximação à meta feita numa subida com cerca de um quilómetro, onde os derradeiros metros serão percorridos em empedrado.

Por Lusa
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