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Ciclismo 'curou' Delmino Pereira, um biografado contente com o seu livro

Antigo ciclista e ex-presidente da Federação Portuguesa de Ciclismo

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O ciclismo "curou" Delmino Pereira, com o antigo presidente federativo a recordar  o seu percurso na modalidade, na apresentação de "Pedalar o destino", uma biografia que retrata um caminho feito "passo a passo, de baixo para cima".

"Não é fácil pegar neste assunto. Digo-vos, no fundo, gosto do livro", começou por declarar o antigo corredor, que presidiu à Federação Portuguesa de Ciclismo (FPC) entre 2012 e 2024.

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"Pedalar o destino", obra do antigo assessor da FPC José Carlos Gomes hoje apresentada na sede do Comité Olímpico de Portugal (COP), compila 40 anos de histórias de Delmino Pereira, desde os seus inícios no ciclismo ao final dos seus três mandatos como presidente federativo, percorrendo as glórias e agruras vividas enquanto corredor profissional e o legado como dirigente.

"Sempre tive noção que tinha de fazer um caminho passo a passo, de baixo para cima", admitiu, revelando ter tido "sempre a ambição de percorrer um caminho" e ter encarado permanentemente "a mudança como um desafio".

Delmino Pereira, de 69 anos, garantiu que não se arrepende de nada no seu percurso e que voltaria a ser corredor e dirigente.

"Não fiz tudo perfeito [....] mas, mediante a experiência e o conhecimento que tinha, não tenho nada que me impeça de andar na rua com a cabeça levantada", sustentou, já depois de ter admitido que o desafio de presidir à FPC "foi difícil, exigente".

Figura emblemática do Boavista, única equipa que representou na sua carreira, iniciada profissionalmente em 1988 e terminada em 2001, definiu-se como "um miúdo difícil, hiperativo", que acalmou quando começou a pedalar, já depois de ter praticado "muitas modalidades" e ter comprovado não ter "jeito para nenhuma".

"Foi o ciclismo que me curou", assegurou.

Numa apresentação testemunhada por vários rostos do ciclismo, como os corredores Rafael Reis e Ruben Guerreiro, o olímpico David Rosa ou o antigo selecionador de estrada José Poeira, mas também por Manuel Brito e Luís Horta, ex-presidentes da Autoridade Antidopagem de Portugal, ou pelo campeão olímpico Carlos Lopes, o atleta que inspirou Pereira, coube ao presidente do COP a primeira palavra.

Fernando Gomes salientou o "gosto enorme" de receber na sede do COP, em Lisboa, a primeira apresentação de "Pedalar o destino", recordando as duas medalhas olímpicas alcançadas sob a presidência de Pereira em Paris2024: o ouro conquistado por Iúri Leitão e Rui Oliveira, no madison -- o primeiro de Portugal fora do atletismo --, e a prata de Leitão no omnium.

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O presidente do organismo olímpico destacou ainda todo o trajeto "muito ligado à evolução do ciclismo em Portugal" do biografado.

Já José Carlos Gomes enalteceu a capacidade de Delmino Pereira de "tentar criar consensos" e a sua sensibilidade para interpretar a sociedade, num percurso como presidente em que a "primeira marca que deixou na federação foi a aproximação do BTT à restante comunidade" velocipédica.

Ausente da primeira sessão de apresentação da biografia de Delmino Pereira esteve o seu sucessor na presidência da FPC, Cândido Barbosa.

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