Ciclistas atrasam início da Volta à Lombardia em protesto contra falhas de segurança
Pelotão preocupado com os sucessivos incidentes com veículos. Remco Evenepoel recordou morte de Finlay Tarling na Volta a Portugal
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O pelotão atrasou este sábado o início da Volta a Lombardia em protesto contra os sucessivos incidentes com veículos que invadem as corridas, com o 'porta-voz' Remco Evenepoel a recordar a morte de Finlay Tarling na Volta a Portugal.
"Queríamos fazer uma declaração, porque continuam a acontecer incidentes com veículos durante as corridas", justificou o campeão europeu, após o pelotão recusar-se a arrancar quando foi dada a partida simbólica para o último 'Monumento' da época.
Quando foi agitada a bandeira para o início dos 239 quilómetros entre Bérgamo e Como, os ciclistas não se mexeram, mantendo-se com os pés no chão. Prontamente, os organizadores tentaram perceber qual era a causa do protesto, com Evenepoel a assumir então o papel de porta-voz.
"Perdemos a vida do irmão de um colega nosso [Joshua Tarling], por isso queríamos fazer uma declaração para mostrar a todo o mundo que não podemos continuar a aceitar o facto de que corredores estejam a ficar feridos e estejam literalmente a morrer a fazerem aquilo de que mais gostam", explicou o belga.
Finlay Tarling, de apenas 19 anos, morreu durante a oitava etapa da Volta a Portugal, após ter chocado de frente com um veículo ligeiro de mercadorias que não pertencia à caravana e que seguia em sentido contrário ao da corrida, em Arcozelo, no concelho de Ponte de Lima.
Esta semana, o espanhol Marcel Camprubí e o britânico Thomas Gloag foram abalroados por uma mota da polícia que seguia em sentido contrário à prova Tre Valli Varesine, um dia depois de uma carrinha de distribuição ter irrompido no percurso da Coppa Bernocchi, igualmente em Itália, sem causar acidentes.
"Por isso é que decidimos fazer um protesto de cinco minutos, para alertar as organizações, o público a todos os que seguem o ciclismo. Não podemos continuar a aceitar o facto de que haja corredores a morrer", salientou o vice-campeão do Tour2026.
O duplo campeão olímpico em Paris2024 deixou ainda um apelo aos organizadores de futuras provas.
"Por favor, assegurem que possamos correr em segurança e simplesmente possamos fazer o que gostamos sem nos preocuparmos carros, motos a invadir a corrida", concluiu.
Cumprido o protesto, os corredores iniciaram a 'clássica das folhas caídas', a mais longa entre os cinco 'Monumentos' do ciclismo.
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