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Diretor desportivo da Jumbo levanta o véu sobre a tensão durante a Vuelta

Admitiu que os três candidatos deviam ter estado juntos na etapa do Angliru

Mais de um mês depois, o diretor desportivo da Jumbo levantou um pouco o véu sobre as tensões que existiram na equipa durante a Volta a Espanha, tendo em conta que três ciclistas da formação estavam na luta pela vitória final: Sepp Kuss, Jonas Vingegaard e Primoz Roglic, que viriam a terminar por esta ordem.

Merijn Zeeman reconheceu que nem sempre a estratégia usada foi a melhor, ou seja, foi a adequada na proteção ao então líder, Sepp Kuss, que acabou por ser atacando pelos próprios colegas, nomeadamente na etapa do Angliru. "Trabalhámos como equipa até aí, mas no Angliru deviam ter estado juntos", confessou em declarações ao 'Wielerflits'", e referindo-se ao facto de Roglic e Vingegaard terem atacado e cortado a meta em primeiro e segundo, respetivamente, sendo que Kuss fê-lo em terceiro...segurando a camisola vermelha por oito segundos. "Esse foi realmente o momento em que as coisas não correram bem", frisou ainda o diretor da Jumbo. "Atacar para fazer uma seleção não é o mesmo que atacar entre eles. Houve necessidade de reagir rápido: com rampas a 20 por cento de inclinação, com frequência cardíaca de 200 pulsações...não se pode esperar que os nossos ciclistas pensem com claridade", frisou o responsável, 'desculpando' desse modo o ataque de Roglic e Vingegaard, que deixou Kuss fragilizado.

Após a etapa do Angliru, houve necessidade da parte de Merijn Zeeman de falar com os três candidatos e depois com os restantes ciclistas. "Para nós, o ciclismo não é um desporto individual, mas sim um desporto de equipa. Nessa mesma noite estive com todos à mesa. Antes disso falei com Jonas, Sepp e Primoz e escutei as suas opiniões. Depois reuni com os oito ciclistas, todos adultos, e disse-lhes: 'rapazes, isto é o que se passou hoje. Tenho as minhas ideias sobre tudo, mas creio que é muito mais importante saber o que cada um pensa'".

Depois, revelou que houve um ciclista cque denotou maior resistência em aceitar o que todos tinham decidido. "Ao Primoz custou-lhe mais entender, mas conformou-se, porque era o sentimento da equipa. O seus companheiros insistiram com força e ele acabou por dizer: 'Sepp deve ganhar e podem contar comigo'".

Refira-se que Primoz Roglic acabou por deixar a Jumbo, ao fim de oito temporadas, para rumar em 2024 à Bora.
Por Record
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