Gustavo Veloso compreende adiamento da Volta a Portugal e aponta setembro como data ideal

Corredor espanhol já venceu a prova por duas vezes

• Foto: Nuno André Ferreira

Gustavo Veloso, duas vezes campeão da Volta a Portugal em bicicleta, acredita que a prova vai realizar-se este ano, idealmente em setembro, dizendo compreender o adiamento, por ser melhor errar por excesso de cautela do que ser "destemido demais".

"Concordando ou não, penso que essa tem de ser uma decisão, por um lado, a nível médico, ou seja, de segurança do país, e, por outro, a nível da organização. São eles que têm de ver se é viável fazer a Volta. Estamos numa situação em que é preciso ter muito cuidado com as decisões, porque é uma questão de saúde e não se deve brincar com isso. Caso errem, é melhor errar tendo cautela do que ser destemido demais", analisou, em declarações à agência Lusa.

Vencedor da Volta a Portugal em 2014 e 2015, segundo em 2013 e 2016 e terceiro no ano passado, o veterano galego da W52-FC Porto assumiu que gostava que a Volta, hoje adiada para data a determinar devido à pandemia de covid-19, se realizasse e disse acreditar que tal seja possível.

"No entanto, tenho consciência de que um cancelamento a tempo é melhor do que irmos para a estrada, fazermos umas etapas e depois parar. Vamos esperar. Confio que vai haver Volta este ano, que nós possamos competir, e que as pessoas, nem que seja desde as suas casas, possam desfrutar do espetáculo que é a Volta", afirmou o ciclista de 40 anos.

Na opinião de Veloso, as melhores novas datas para a 82.ª edição seriam "antes da uma das grandes voltas, para poder atrair as equipas que procurem uma corrida para ganhar ritmo para esses objetivos".

"Depois, para as equipas portuguesas, basta reorganizar a época e atrasar o pico de forma. Finais ou início de setembro, seriam boas datas. Até terminar na primeira semana de outubro, não seria mau. Temos de ver como vai evoluir o vírus", notou.

Na sua última época como profissional, o ciclista da W52-FC Porto 'desvaloriza' o impacto do adiamento da prova rainha do calendário nacional na sua preparação pessoal.

"Para mim, significa fazer um pouco mais de esforço e continuar a treinar, mas há com outro nível para tentar chegar bem à nova data, quando ela chegar. Não nos podemos descuidar, mas talvez seja melhor guardar um bocadinho de forças", reconheceu.

Por Lusa

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