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Antes da partida para a 10.ª etapa da Vuelta, ciclista português comentou a mudança do espanhol para a Lidl-Trek
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O ciclista português João Almeida (UAE Emirates) desejou esta terça-feira "o melhor" ao colega de equipa Juan Ayuso, que se vai mudar para a Lidl-Trek, entre polémicas sobre a falta de ajuda do espanhol ao luso na Volta a Espanha.
Antes da partida para a 10.ª etapa da Vuelta, Almeida comentou a mudança anunciada na segunda-feira de Ayuso para outra formação, no final do ano, antecipando o fim do contrato com a UAE Emirates em três anos.
"Soubemos ontem [segunda-feira], como toda a gente. Tínhamos ouvido rumores, mas é o que é. Ele tem de fazer o que é melhor para ele. Como colega de equipa, não diria amigo, desejo-lhe o melhor", atirou.
O português desvalorizou, no entanto, a mediática animosidade entre os dois, considerando que "as pessoas gostam de criar grandes casos", quando "toda a gente está bem, segura e feliz", e "entusiasmada por acabar esta Vuelta em grande".
Ainda assim, o português, que é segundo à geral atrás do dinamarquês Jonas Vingegaard (Visma-Lease a Bike), comentou declarações suas quanto à falta de apoio da equipa para competir com a formação liderada por Vingegaard.
"Disse isso no calor do momento. A equipa é fantástica, tem-me apoiado. (...) É claro que quando se vê quatro Visma-Lease a Bike à tua frente, a fazer um comboio de sprint, ficas um pouco louco. Mas estou confiante, vamos dar o nosso melhor", acrescentou.
Disse isso no calor do momento
João Almeida comenta declarações suas quanto à falta de apoio da equipa
A relação entre Almeida e Ayuso tem sido alvo de polémicas desde a Volta a França de 2024, quando o luso recriminou o espanhol durante uma etapa, por não trabalhar em prol do líder, o esloveno Tadej Pogacar.
Por seu lado, Ayuso também falou antes da partida para a 10.ª tirada, entre Sendaviva e El Ferial Larra Belagua, uma chegada em alto, afirmando discordar do teor do comunicado da equipa, bem como o momento de divulgação, que esperava que fosse no final da competição.
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"Sei porque o fizeram, para tentar prejudicar a minha imagem. Falam de valores e união, e aproveitaram-se de algumas palavras infelizes de João Almeida para me atacar. Falei com o João, pediu-me desculpa. (...) A relação com os meus colegas, incluindo o Almeida, é boa. Gostaria de ter terminado bem com a equipa", afirmou, à rádio Cope.
O jovem considerou ainda que na equipa se vive "uma ditadura" e que esta o "desrespeitou", esperando agora viver um "ano muito bonito" na Lidl-Trek, na qual se estreará em 2026.
Ayuso, de 22 anos, é uma das grandes esperanças do ciclismo espanhol, em especial depois do terceiro lugar na Volta a Espanha de 2022, na sua estreia numa grande Volta, e do quarto no ano seguinte.
Contudo, o espanhol não voltou a terminar uma das provas de três semanas, abandonando o Tour de 2024 e o Giro deste ano, no qual se apresentava como um dos líderes da equipa, como acontece na atual Vuelta, em que dividia a liderança com o português João Almeida, mas acabou por perder muito tempo logo na primeira etapa de montanha, apesar de ganhar a tirada do dia seguinte.
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