João Almeida fala em "rivalidade saudável" com Ayuso: «Vamos gostar de correr um contra o outro"

Português e espanhol, agora em equipas distintas, são os principais favoritos à vitória na 52.ª Volta ao Algarve

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Afonso Silva, João Almeida e Juan Ayuso na apresentação da prova
Corrida apresentada na Câmara da Albufeira
Afonso Silva, João Almeida e Juan Ayuso na apresentação da prova
Corrida apresentada na Câmara da Albufeira
Afonso Silva, João Almeida e Juan Ayuso na apresentação da prova
Corrida apresentada na Câmara da Albufeira

A 52.ª edição da Volta ao Algarve começa amanhã e tem como prato forte o primeiro embate entre João Almeida e Juan Ayuso desde que deixaram de ser companheiros de equipa na UAE Emirates. O português, vice-campeão da Algarvia no ano passado - atrás de Jonas Vingegaard, desta vez ausente - mostra-se otimista para, até domingo, medir forças com o espanhol agora da Lidl-Trek.

"É uma rivalidade saudável e vamos gostar de correr um contra o outro" disse João Almeida, esta terça-feira, na conferência de imprensa de lançamento da corrida, realizada na Câmara Municipal de Albufeira. "O Juan é muito bom. Somos ciclistas similares, talvez ele seja mais forte do que eu no 'crono'. Na montanha, somos equivalentes. Penso que será uma boa corrida e que nos vamos divertir", acrescentou.

Depois de um 2.º lugar na Volta à Comunidade Valenciana, João Almeida promete "dar o melhor". "Sabemos que ganhar é difícil, ainda para mais com concorrentes bastante fortes, mas estamos preparados, com boas sensações e esperemos que corra tudo bem, sem azares", explicou, considerando a Volta ao Algarve "uma corrida com muito prestígio e valor internacional bastante alto".  "Sendo a minha corrida de casa, cá em Portugal, tem um sentimento especial e ter o povo a apoiar-nos é ainda mais especial", frisou o corredor de 27 anos, 'esquecido' da vitória final à geral de João Rodrigues na edição de 2021: "Não me lembro a última vez que um português ganhou aqui."

Somos bastante calmos no autocarro, mas será a primeira vez que estaremos em autocarros diferentes
Juan Ayuso

Ciclista da Lidl-Trek

Já Juan Ayuso, em estreia com as cores da Lidl-Trek, vai correr pela 1.ª vez em Portugal a nível sénior e disse estar "feliz" na nova estrutura. Sobre Almeida, o espanhol até vê semelhanças. "Somos muito semelhantes a lidar com a pressão e o stress. Somos bastante calmos no autocarro, mas será a primeira vez que estaremos em autocarros diferentes", disse, argumentando que a Volta ao Algarve "é uma corrida muito completa e boa para a preparação". "Tem tudo: contrarrelógio, duas chegadas em alto diferentes - uma curta explosiva, outra mais longa -, duas etapas ao sprint onde também vai haver tensão", acrescentou.

'Nova' Fóia mete respeito

O pelotão arranca esta quarta-feira de Vila Real de Santo António e vai percorrer 673,7 quilómetros até ao Malhão, no domingo. Mas a primeira grande etapa e que fará as primeiras diferenças é quinta-feira, com a subida ao alto da Fóia, este ano numa outra vertente. João Almeida tem essa chegada na mira: "É a etapa que mais se adequa a mim. Este ano uma subida bem mais dura, adequa-se a mim e ao Juan. O contrarrelógio é muito bom, para puros especialistas. O Malhão também me assenta bem, é uma etapa bastante dura e tudo pode acontecer.” "É uma subida muito dura. É o dia onde mais diferenças podem ser feitas", atirou Juan Ayuso.

Afonso Silva quer aprender com os melhores

Sentado ao lado das “estrelas” Almeida e Ayuso esteve Afonso Silva, o melhor luso (38º) das equipas portuguesas na Clássica da Figueira, ganha por António Morgado. O ciclista de 25 anos do Tavira, uma das duas equipas algarvias em prova, reconhece que “correr em casa é especial” mas por outro lado assume que “é difícil lutar pela geral ou por uma etapa”. Nesse sentido, o principal objetivo está muito bem definido: “Estamos a correr e a aprender com os melhores. Poder observar certas movimentações e estratégias que utilizam durante a etapa é muito bom.”

Corrida moderna e profissional

Na sessão de apresentação da Volta ao Algarve, o presidente da Federação Portuguesa de Ciclismo, Cândido Barbosa, sublinhou a parceria com o novo diretor da corrida, o ex-ciclista espanhol Ezequiel Mosquera, pela ligação que permite “modernizar e profissionalizar” a Algarvia. “Quero salientar que aterrámos aqui há cerca de um mês e pouco, mas houve um trabalho muito intenso, com a colaboração de todos. Espero que o feedback seja positivo e que seja mais uma edição de êxito, da nossa parte houve muito trabalho”, garantiu Mosquera.

Pontos quentes são novidade

A Volta ao Algarve mantém o figurino com cinco etapas, incluindo as duas chegadas em alto - Fóia (2ª etapa) e Malhão (5ª) -, o contrarrelógio individual (3ª) e duas tiradas com final talhadopara sprinters: hoje em Tavira e sábado em Lagos.  A novidade desta edição é a introdução de ‘pontos quentes’, um conjunto de sprints bonificados concentrados em cerca de um quilómetro e que estarão presentes no percurso em duas etapas, a de hoje (3 pontos) e a penúltima (2). 

PROGRAMA DA 52.ª VOLTA AO ALGARVE

1.ª etapa (18/2) Vila Real de Santo António – Tavira (185,6 km);
2.ª etapa (19/2) Portimão – Fóia/Monchique (157,1 km);
3.ª etapa (20/2) CRI: Vilamoura – Vilamoura (19,51 km);
4.ª etapa (21/2) Albufeira – Lagos (182,1 km);
5ª etapa (22/2) Faro – Malhão/Loulé (153,1 km).

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