Joaquim Agostinho: Recordar o mito
Ciclista de Brejenjas morreu em 1984, devido a uma queda na Volta ao Algarve...
Um imponente poster de Joaquim Agostinho destaca-se na redação de Record, onde figuram também Carlos Lopes, Rosa Mota, Fernanda Ribeiro e Eusébio, entre outros. O nosso jornal presta assim justa homenagem a grandes mitos do desporto nacional e hoje recorda que o antigo ciclista faria 70 anos. No dia 10 de maio de 2014, passarão 30 anos sobre a sua trágica morte.
Quis o destino que Agostinho partisse cedo. A queda que sofreu a 30 de abril de 1984, em Quarteira, na Volta ao Algarve, revelou-se fatal. Entre ser assistido no Centro de Saúde de Loulé, hospital de Faro e por último em Lisboa, passaram-se dez dias. Morreu com 41 anos.
A popularidade de Agostinho ficou bem evidente na hora do último adeus. Ao seu funeral compareceram milhares de anónimos, mas também personalidades do Estado português. Ao lado de João Rocha – então presidente do Sporting – estavam o Presidente da República e o primeiro-ministro, respetivamente Ramalho Eanes e Mário Soares.
Falar de Joaquim Agostinho é forçosamente falar também da sua ligação ao Tour. O ciclista de Brejenjas passeou a sua classe pelas estradas europeias, contribuindo para a história da mais emblemática corrida do Mundo, ao lado do belga Eddie Merckx, do irlandês Sean Kelly, do francês Bernard Hinault e do espanhol Luís Ocaña, entre outros. Por duas vezes ficou no pódio (3.º), em 1978 e 1979, tendo neste último ano ganho no Alpe D’Huez. Na curva 14 da emblemática subida está perpetuada, desde 2006, a sua vitória, quando a comissão das comemorações do Centenário do Sporting ali descerrou uma lápide.
Justo
Francisco Araújo é provavelmente a pessoa que melhor conheceu Joaquim Agostinho. Com ele trabalhou 16 anos, até ao dia da sua morte. “Fui eu que o levantei do chão quando caiu”, recorda aquele que chegou a ser considerado o melhor mecânico do pelotão mundial, agora com 78 anos. “Morreu a fazer o que mais gostava. Merece todas as homenagens e que nunca se esqueçam dele.”