Para poder usar esta funcionalidade deverá efectuar login.
Caso não esteja registado no site do Record, efectue o seu registo gratuito.
Joaquim Silva foi a vítima desta vez mas felizmente sem gravidade
Seguir Autor:
O diretor-desportivo da Efapel diz que começa a ser alarmante a falta de respeito pelos ciclistas, após Joaquim Silva ter sido hoje atropelado, apelando a penas mais pesadas para os condutores responsáveis por estes acidentes.
"Num espaço de seis dias, tivemos cinco corredores envolvidos em situações de acidentes com veículos. Mas não somos só nós [...], isto é algo que tem vindo a ocorrer com alguma frequência nas estradas, ciclistas atropelados, e eu acho que isto se deve, essencialmente, a falta de respeito por parte dos condutores", afirmou José Azevedo, em declarações à agência Lusa.
Uma das principais figuras da equipa profissional da Efapel, o corredor Joaquim Silva foi transportado para o Hospital de São João, no Porto, onde "fez vários exames".
"Não tem fraturas, felizmente, mas deixa sempre mazelas. Sei que tem várias feridas no corpo, e é sempre a parte psicológica também que é afetada", detalhou o seu diretor-desportivo.
O penafidelense, de 33 anos, foi apenas a última 'vítima' da série de azares que afetou ciclistas dos vários escalões da formação laranja e que teve como episódio mais grave o atropelamento de Gonçalo Carvalho e David Luta durante o Prémio Cidade de Fafe, que, no sábado, marcou o arranque da época nacional de ciclismo de estrada de juniores.
"Ia um grupo de 15, 20 miúdos e, ali uns 40 segundos atrás, vinham quatro miúdos que descolaram e vinham a tentar ainda encostar. Vinham em descida, a aproximar-se da meta, e houve um carro que, quando passaram os primeiros, arrancou. E os miúdos entraram na curva e bateram de frente", descreveu Azevedo à Lusa.
David Luta, que fraturou uma órbita, foi um dos mais afetados, a par de João Lazarini, da Landeiro KTM ACR Roriz, com os dois jovens já em casa depois de terem tido alta clínica.
"Começa a ser alarmante, começa a ser preocupante essa falta de respeito, de sensibilidade, de consciência. Começa a tornar isto bastante perigoso para quem anda de bicicleta, não é só para os nossos ciclistas da Efapel, nem só para quem é ciclista profissional ou pratica ciclismo, mas para as pessoas que gostam de andar de bicicleta", alertou o responsável da Efapel.
Segundo Azevedo, os condutores deixaram de respeitar inclusive as indicações das autoridades -- no domingo, a Unidade Nacional de Trânsito da GNR fez mesmo um apelo para que o dispositivo de segurança durante as provas de ciclismo seja respeitado.
"É virem as motos da GNR dar indicações para o trânsito estar parado, e as pessoas não obedecerem. Em algumas provas que eu faço com os profissionais, [...] muitas vezes ainda vai a caravana a passar e alguns carros que deveriam estar parados já estão a arrancar em sentido contrário", contou.
Para o diretor da Efapel, as campanhas de sensibilização já não chegam para despertar uma sociedade cheia de pressa e cada vez menos respeitadora dos ciclistas, apelando a penas "mais pesadas", nomeadamente pelo uso do telemóvel.
"E quando há este tipo de acidente, que se consegue ver a falta de respeito à autoridade, ou um ciclista é atropelado e é notória a falta de cuidado por parte do condutor, eu acho que aqui as penas têm que ser pesadas. Não é como é agora; pagam 500 euros de multa e o resto é o seguro que trata", destacou.
Azevedo acredita que é preciso "começar a retirar a carta às pessoas, estar aí um período longo sem conduzir, com coimas bastante pesadas", para que os condutores comecem a pensar "até que ponto é que vale a pena" cometer infrações.
Joaquim Silva foi a vítima desta vez mas felizmente sem gravidade
Esloveno vai para a sexta participação numa das poucas corridas que ainda não ganhou
Prova disputa-se na próxima semana
O domínio do esloveno Tadej Pogacar parecia ponto assente. Até que surgiu... Paul
Treinador do Al Nassr com artigo de opinião semanal no nosso jornal
Antigo atacante está preso na Holanda
Valor a pagar ao Jagiellonia pode subir até 2 milhões de euros e também há objetivos de rendimento individual
Adeptos do Valerenga deixaram este domingo mensagem de contestação contra a federação e o emblema de Bodo