Lampre de Rui Costa recusou Algarve

Prova vai para a estrada na próxima semana com a participação de 12 equipas do World Tour

A 42ª Volta ao Algarve, na estrada na próxima semana, vai ter "muito provavelmente o melhor pelotão de sempre, com as melhores figuras do ciclismo mundial", frisou Delmino Pereira, presidente da Federação (FPC), entidade organizadora, em parceria com a associação regional. Um pelotão recheado de estrelas – Alberto Contador, Fabio Aru, Joaquin Rodriguez, Fabian Cancellara, Tom Boonen e Geraint Thomas são apenas algumas – onde não consta Rui Costa.



"Sei que ele tinha muito gosto em vir. Convidámos a Lampre, mas a sua estratégia passa por não vir. Pode ser que venha no futuro", esclareceu o dirigente durante a apresentação da prova. A equipa italiana é uma das duas do World Tour que não manifestou interesse em correr no Algarve. A outra é a BMC. "Só podemos ter a presença de 12 do pelotão mundial, mas havia interesse de 16."

O pelotão será composto então por 24 formações, de 12 países. Às do World Tour acrescentam-se seis do escalão Profissional (2.ª Divisão) e outras tantas Continentais (3.ª Divisão), estas últimas todas portuguesas. "Tivemos o cuidado de escolher equipas de vários países, para que a Volta ao Algarve tenha uma projeção no maior número de países possível", sublinhou Delmino.

Percurso atrativo

Para o líder federativo, para além do clima, boas estradas e boa organização, o percurso delineado para este ano também cativou as estrelas para se deslocarem ao Algarve. "Temos etapas para todo o tipo de ciclistas. Duas para sprinters, duas para trepadores e uma para contrarrelogistas." A principal novidade é a segunda tirada, com a chegada ao alto da Fóia, que estava ausente do traçado há 14 anos. Depois, para manter o suspense quanto ao vencedor até ao fim, a organização decidiu colocar o alto do Malhão no último dia.

TV em direto custa 300 mil euros

Ainda não será este ano, pese embora o pelotão de estrelas, que a Volta ao Algarve terá transmissão em direto. "Temos uma difícil questão para resolver, que é o facto de se considerar que o orçamento com a transmissão seja uma despesa e não um investimento", frisou Desidério Silva, presidente da Região de Turismo do Algarve, revelando que o orçamento para este fim ronda os 300 mil euros. "A Região de Turismo não consegue por si só fazer este investimento." Já Delmino Pereira revelou que, à partida, existirão todas as condições para que a prova tenha transmissão em direto em 2017. "Até agora o nosso objetivo tem sido consolidar este projeto."

Por Ana Paula Marques
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