Médicos em alerta máximo

Hospital improvisado com banheiras térmicas são medidas para minimizar efeito do calor

• Foto: DR

Ainda antes de estar na estrada, já o Mundial do Qatar era considerado de alto risco devido ao calor e humidade extremas. Situação que, aliás, ficou provada logo no primeiro dia com alguns ciclistas a sentirem-se mal. Ora, para minimizar os efeitos das condições adversas, a organização adotou algumas medidas que deu a conhecer aos departamentos médicos das respetivas seleções.

"Procurei saber que condições existem no circuito caso os nossos atletas necessitem porventura de cuidados de saúde. De facto, a organização montou um hospital de campanha na área técnica do percurso com boas condições e até com métodos indiretos de análise sem precisar de colheitas. Tem ainda banheiras de arrefecimento, um camião munido de condições para a realização de raios X, com apoio pré-hospitalar muito bom, um helicóptero e depois dois hospitais na cidade com competência para este tipo de situação", explicou o médico da Seleção Nacional, Filipe Quintas.

Dá medo...

As preocupações dos clínicos levou mesmo um deles, o espanhol Iñaki Íñigo, a confessar que o Mundial do Qatar "dá medo, quanto ao que possa acontecer com a desidratação dos ciclistas". Ao jornal ‘El Mundo’, o médico do país vizinho lamenta que a UCI não permita o uso de soros fisiológicos por via intravenosa, que, segundo ele, "era o mais eficaz" para resolver situações extremas.

"Desconheço o que o meu colega disse, mas é verdade que estamos e disputar uma competição exigente já por si só e depois num ambiente adverso. A temperatura ronda os 38/40 graus, a mínima não baixa dos 26, com condições de humidade diferentes das que os atletas estão habituados. Depois há os raios ultravioletas e a exposição à luz", sublinhou Filipe Quintas. "Todas estas condições não alteram apenas o rendimento dos atletas, mas a própria saúde deles fica em risco. Sabemos que fisiologicamente são levados muitas vezes a condições limites. Há quem produza imenso calor e o aumento da temperatura corporal associadas a estas condições podem trazer efeitos nefastos."

Teste para o futebol?

O evento desta semana em Doha pode ser um bom teste para o Mundial de futebol em 2022? "Será diferente, porque o futebol é num ambiente mais fechado, dá para controlar as temperaturas, mesmo que seja num estádio aberto. No ciclismo é tudo ao ar livre", esclareceu Filipe Quintas.

Por Ana Paula Marques
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