Nocentini e a sua suspensão: «Por que ia recorrer a substâncias proibidas aos 41 anos?»

Antigo ciclista do Sporting/Tavira clama inocência e diz sentir-se traído

• Foto: DR

Rinaldo Nocentini foi esta semana suspenso por quatro anos, acusado de "uso ou tentativa de uso de métodos proibidos", com vista a melhorar o rendimento desportivo, mas o ex-ciclista italiano do Sporting/Tavira, que envergou a camisola amarela na Volta a França, não hesita em clamar inocência.

Nocentini, que deixou o ciclismo no ano passado, explica numa entrevista ao site italiano 'TuttoBici' que não fazia sentido dopar-se depois dos 40 anos. "Aos 41 anos, por que ia eu recorrer a substâncias proibidas? Não fazem parte do meu método de trabalho ou dos meus valores. Na minha carreira fui sujeito a todo o tipo de controlos e nunca acusei nada." 

"Nos muitos anos em que andei no ciclismo profissional, houve inquéritos e investigações, como a 'Operation Puerto', mas eu nunca estive envolvido em nada disso. Ser suspenso agora parece algo do outro mundo", prosseguiu.

As acusações ao ciclista dizem respeito à Volta a Portugal de 2018, que segundo explica deveria ter sido a última prova da sua carreira, não fosse a equipa ter-lhe pedido que continuasse. Nocentini conta que segundo as autoridades alguns dos seus parâmetros fisiológicos que deviam ter decrescido durante a prova, aumentaram, mas ele nega tudo. As irregularidades no seu passaporte biológico foram detetadas em dezembro de 2019, pouco antes da sua retirada do ciclismo.

A suspensão começou em novembro de 2020 e só termina no mesmo mês de 2024, mas o italiano diz não ter a intenção de voltar à modalidade. Seja como for, a suspensão foi anunciada esta semana e Nocentini perdeu todos os resultados alcançados depois de janeiro de 2018, incluindo a vitória em duas etapas da 'La Tropicale Amissa Bongo', nessa época. 

"Estou fora do ciclismo e depois disto acabar é assim que quero continuar. Sei como corri e mereço os resultados que honestamente conquistei. Sinto-me traído por um desporto que foi a minha vida e que enfrentei de forma séria e correta, com muitos sacrifícios", explicou o antigo corredor, agora com 43 anos.

Por Record
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