Nuno Marta «papa-clássicas» e devora Nacional de estrada
Depois de ter dominado a primeira fase da temporada com uma série impressionante de vitórias, o antigo corredor da Maia regressou ao primeiro lugar do pódio. É o terceiro título a juntar ao "bis" nas esperanças (1996 e 1997)
MARCO Morais já avisara que não ia a Cantanhede suficientemente preparado para defender o título de campeão nacional de elites, complementando esse "esclarecimento" com algumas sugestões em relação a favoritos: Cândido Barbosa, Pedro Soeiro e Nuno Marta...
O prognóstico do corredor da Barbot-Torrié não podia ter sido
mais preciso e, domingo, foi mesmo Nuno Marta, da Porta da Ravessa, quem herdou a sua "camisola, fazendo jus, novamente, a todos as qualidades (de "sprinter", obviamente) que o levaram a dominar a primeira fase da temporada – começando logo pela Prova de Abertura, no Algarve e culminando com a conquista, virtual, da Taça Nacional de Clássicas. Delmino Pereira (Boavista) e Pedro Lopes (LA Pecol) completaram o pódio.
Campeão de esperanças em 1996 e 1997, Nuno Marta beneficiou da presença em força da sua equipa, que inscreveu para a prova 10 ciclistas contrariamente aos restantes adversários. Uma vantagem que o próprio reconheceu. "A equipa trabalhou muito bem. Controlámos de forma perfeita os acontecimentos ao longo da corrida, anulando todas as tentativas de fuga, por forma a poder chegar ao final em condições de discutir o título", admitiu o antigo ciclista da Maia – onde a (omni)presença de Angel Edo o manteve discreto nos primeiros anos como profissional –, reforçando a validade do desempenho dos colegas: "Apesar de ser um campeonato individual, o meu sucesso foi fruto da estratégia colectiva ", concluiu o homem da formação alentejana, que somou, a nona vitória da época.
Muitas fugas
Mesmo tendo em conta as características do percurso (plano), os directores desportivos solicitaram à organização a redução dos 232,8 km da corrida. O pedido, explicável pelo intenso calor que se fez sentir em Cantanhede e possivelmente pela proximidade da Volta ao Alentejo, foi aceite e o traçado "emagrecido" para 194,1 km, que, desde cedo, foram muito animados.
A partir do quilómetro 14, as fugas sucederam-se a um ritmo vertiginoso, mas, no pelotão (que chegou a ter seis minutos de atraso), ninguém se mostrava preocupado. Justificadamente. A Porta da Ravessa assumiu a liderança do grosso da coluna e, perto do final, a fuga de Luís Sarreira, do Cantanhede (o último a tentar a sua sorte) também fracassou.
Era a vez de Nuno Marta brilhar...
José Mendes garante título de cadetes entre 141 corredores de 35 equipas
José Mendes, da Marilina/Guilhabréu, garantiu o título nacional na categoria de cadetes, onde 141 corredores, em representação de 35 equipas, completaram um percurso de 78 quilómetros. O sucessor de Daniel Silva, campeão o ano passado em Bragança, terminou com o tempo de 2.00,05 horas, menos dois segundos que André Peixoto (Tensai/Sta. Marta) e César Martins (Pevidém/Perfilnorte), segundo e terceiros classificados.