O que fazem os vencedores da última década da Volta
JOAQUIM GOMES (1989 e 1993)
Está apostado em dar corpo e alma ao projecto da LA/Pecol/Alpiarça. Foi o último ciclista português numa equipa nacional, a Recer-Boavista, a ganhar uma Volta a Portugal, então sob o comando de José Santos. Ainda está para "lavar e durar" como ciclista.
FERNANDO CARVALHO (1990)
Depois da vitória em 1990, Fernando Carvalho ainda se manteve no pelotão até 1995, representando a Plastermona em 91, a Imperbol, o Feirense e a W52 nos anos seguintes. Ainda como ciclista, tinha uma loja de bicicletas e agora dedica-se em exclusivo a esse negócio, mas é o grande impulsionador de uma equipa, a Aveira-Romocar, que tem 22 corredores desde os iniciados aos juniores, em Santa Maria da Feira.
JORGE SILVA (1991)
Ganhou a Volta a Portugal com 22 anos ao serviço da Sicasal/Acral, quando a equipa era liderada por Orlando Alexandre. Depois foi progressivamente abandonando os postos cimeiros, ainda que tivesse sido sétimo em 1992 e nono em 1993. A época passada até alinhou como amador no Mafra/Lourinhanense, até que o Benfica lhe deu a grande oportunidade de voltar ao primeiro plano e hoje é um ciclista que dá a cara ao vento.
CASSIO FREITAS (1992)
O brasileiro veio para Portugal há dez anos e a sua primeira equipa foi o Louletano-Vale de Lobos e na primeira Volta que fez entre nós andou de amarelo e terminou na segunda posição, para vencer a corrida em 1992. Está a representar a Caloi, mas este ano já competiu no Grande Prémio de Torres Vedras. O Brasil está apostado em levar uma equipa aos Jogos Olímpicos de Sydney e está a contar com a experiência de Cassio Freitas.
ORLANDO RODRIGUES (1994 e 1995)
Orlando Rodrigues deu logo nas vistas assim que se tornou profissional em 1991. A sua ascensão foi particularmente notada pelos espanhóis da Artiach, e foi com esta camisola que Orlando ganhou em Portugal. Depois ingressou na Banesto, onde já se encontra há quatro anos. Fez-se um corredor adulto, personificado em Espanha e está apostado em voltar a ganhar a Volta. E até pode acabar a carreira representando uma equipa portuguesa.
MASSIMILIANO LELLI (1996)
Este italiano nascido na Toscânia em 1967 deu início ao triunfos dos ciclistas estrangeiros na Volta a Portugal. Quando veio ao nosso país correu nesse ano o Tour e já tinha sido terceiro no Giro em 1991. Massimiliano Lelli, da Saeco, confessou que acabou "por sair beneficiado pelas quezílias entre os portugueses. Têm guerras incríveis entre si", vincou. Lelli está a representar uma equipa francesa, a Cofidis, nos dois últimos anos.
ZENON JASKULA (1997)
Na véspera da consagração em Portugal, o polaco Zenon Jaskula já tinha feito anunciado os propósitos de abandonar o ciclismo no final de 1997: "Termino a vida de saltimbanco e darei mais atenção à família". O polaco, cuja noiva era mais nova quinze anos, não escondeu que se queria tornar empresário ao serviço da Mapei. Ganhou a Volta a Portugal com 35 anos, vindo directamente do Tour, prova onde foi terceiro em 1995.
MARCO SERPELLINI (1998)
Mais um contra-relógio a decidir o vencedor da Volta a Portugal. Marco Serpellini, da Brescialat, foi terceiro na prova da verdade, a décima terceira etapa em Cantanhede. Este italiano tornou-se profissional em 1994, ocupou o 31º lugar na classificação UCI no final de 1998 e depois da Brescialat está agora ao serviço da Lampre. Tem 27 anos.