Pelotão nacional com pouca margem

Lusos com dificuldades no Algarve

• Foto: Sandra Sousa Santos

Perante o "melhor pelotão de sempre", como definiu Delmino Pereira, presidente da Federação Portuguesa (FPC), que hipóteses têm as equipas nacionais na Volta ao Algarve que arranca amanhã? A história diz que foi há 10 anos que se registou a última vitória de um português, coincidindo ser também a última de uma formação do pelotão nacional. João Cabreira fê-lo com a camisola da Maia.

Os diretores-desportivos portugueses são unânimes em enaltecerem a presença dos melhores em Portugal, reconhecendo, no entanto, as limitações das suas equipas, não só face às diferenças de orçamento e plantel, mas também porque as equipas do World Tour têm a preparação muito mais avançada, tendo inclusive já competido este ano.

Curiosa é a opinião de Vidal Fitas, diretor do Sporting-Tavira, que recusa o discurso dos coitadinhos. "As equipas portuguesas têm de se organizar de outra maneira. Ou apanham o autocarro ou ficam em terra. O facto de termos menos recursos não quer dizer que não possamos fazer as coisas. Muitos dos portugueses que estão no estrangeiro devem-no em parte à Volta ao Algarve."

"É sempre bom para a modalidade, para o público e a prova em si termos este nível. Se é mau para as equipas portuguesas? Depende dos objetivos de cada uma", referiu por sua vez Nuno Ribeiro, diretor-desportivo do W52-FC Porto.

Os portugueses que nos últimos anos mais perto estiveram da vitória no Algarve são então ciclistas que correm no estrangeiro: Rui Costa, em 2014, e Tiago Machado, o ano passado, terminaram ambos no terceiro lugar.

Por Ana Paula Marques
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