Rui Costa em Bergen nas duas provas

Campeão mundial de fundo, em 2013, regressa à prova mais importante do seu currículo

• Foto: Paulo Calado

O Mundial de Bergen, na Noruega, vai contar com Rui Costa (UEA), à procura de recuperar o título conquistado em 2013. O selecionador José Poeira revelou ontem a lista definitiva da equipa portuguesa, que na prova de fundo vai alinhar também com Tiago Machado e José Gonçalves, ambos da Katusha-Alpecin, Ricardo Vilela (Manzana Postobón), Rúben Guerreiro (Trek-Segafredo) e Nelson Oliveira (Movistar). Para o contrarrelógio, Poeira tem como trunfos: o mesmo Rui Costa, ausente dos Mundiais de 2016, e o especialista Nelson Oliveira, 7º no Rio’2016.

A prova disputa-se entre 17 e 24 do corrente, com a corrida de fundo a encerrar o certame, na distância de 276,5 quilómetros. O percurso é discutido num circuito com 12 voltas, tem como principal dificuldade Salmon Hill, uma colina com 1,5 quilómetros de extensão e uma inclinação média de 6,4%.
O contrarrelógio (31 km) também é favorável às características dos ciclistas portugueses, pois termina numa escalada de 3,4 quilómetros, com uma pendente média de 9,1%.

"Ambição por lugar nos 10 primeiros"

O selecionador José Poeira analisou as provas do Mundial de elite, onde Portugal terá boas hipóteses, principalmente na corrida de fundo, com uma dureza que se adapta bem às características dos melhores ciclistas lusitanos.

O técnico perspetivou a tática das equipas. "Vai ser a eterna luta entre as seleções que pretendem endurecer a corrida para descartar os sprinters e aquelas às quais interessa um ritmo moderado para que os homens mais rápidos possam estar na discussão da corrida. As 10 seleções com nove elementos terão maior responsabilidade de gerir a corrida. Pela nossa parte estaremos concentrados em manter todas as opções em aberto até final. Quando os percursos não são declaradamente para velocistas temos sempre a ambição de bater-nos para um lugar nos 10 primeiros e, desta vez, não será exceção", defendeu José Poeira.

Quanto ao contrarrelógio, também tem uma subida que interessa. "Em teoria, favorece mais os nossos corredores que um longo exercício totalmente plano. No entanto, por ser diferente de tudo aquilo a que estamos habituados, será uma incógnita, obrigando a analisar bem o terreno para uma correta escolha de andamentos e para decidirmos uma eventual troca de bicicleta no início da subida final", concluiu o selecionador.

Por Alexandre Reis
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