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Tata Martins e o bronze no Mundial: «Foi a primeira medalha em Xangai e um bom presságio para Portugal»
Pódio no scratch feminino deu alento a toda a equipa nacional
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Maria Martins alcançou o seu melhor resultado internacional de sempre, com o bronze no scratch do Mundial de Xangai.
E houve festa, esta terça-feira, à chegada no Aeroporto de Lisboa.
Para além dos familiares e amigos, muitos alunos do 'Jardim Escola, o Bosque' receberam a ciclista sob um coro de palmas, tambores e muitas palmas.
"Já estava à espera disto, sempre recebi muito apoio à chegada, porque sou daqui perto [Tata é natural de Moçarria, Santarém]. Infelizmente, metade da equipa foi para o Porto, enquanto nós só chegámos um dia depois devido ao atraso nos voos", explicou Tata Martins, de 27 anos, à chegada.
A recompensa foi grande: "Provavelmente, esta medalha foi a melhor de todas as que tenho, pela dificuldade que foi o processo e nestes últimos meses algumas adversidades que tive. As minhas expectativas não eram estas, não de todo. Obviamente que sonhamos com as medalhas e estamos ao nível das melhores, mas foi sem dúvida uma surpresa muito boa para mim. E começar daquela forma os Mundiais foi importante para depois no omnium ter mais confiança. Infelizmente tive uma queda na primeira corrida do omnium que me condicionou bastante. Mas a forma como continuei a lutar no resto do programa foi para mim um grande orgulho e saio destes Mundiais muito satisfeita com tudo. Por ser a primeira medalha de Portugal em Xangai, acabou por ser um bom presságio. Levamos as coisas sempre de uma forma positiva e não para colocar mais pressão nos outros. Foi um Mundial histórico para nós muito importante para a qualificação olímpica, que é também um sonho nosso."
E como vai ser a aposta? Na pista ou na estrada? "Estou bastante focada agora nos Jogos Olímpicos, que é na minha opinião o meu objectivo mais a médio e longo prazo e até lá vou dedicar o máximo possível à pista. Em relação à estrada não sei o que é que as coisas vão resultar depois deste ano, mas também agora vem um período de descanso e quero aproveitar para descansar um bocadinho e depois planejar o futuro", explicou Tata.
"Estou bastante focada agora nos Jogos Olímpicos, que é na minha opinião o meu objetivo mais a médio e longo prazo e até lá vou dedicar o máximo possível à pista
Maria Martins
Ciclista
A qualificação olímpica será exigente: "São dois anos de qualificação onde temos que ser muito consistentes e por isso é importante durante esses dois anos estar o melhor possível. Infelizmente acontecem lesões, quedas e nem sempre é fácil controlar certas situações."
Pai de Tata- presente
Luís Martins, pai da Tata, recebeu, acompanhado da esposa, a filha no Aeroporto.
"Foi um grande resultado, uma medalha em Mundiais, Jogos Olímpicos, tudo isso traz estas manifestações de regozijo e de prazer", considerou Luís Martins, em declarações a Record.
Luís Martins diz que não foi o principal responsável pela ida de Tata para o ciclismo, mas diz que deu uma ajuda à carreira: "O pai acaba por ser o suporte. Desde sempre. Este Campeonato do Mundo é muito importante porque serviu para começar a ganhar pontos na qualificação olímpica. E é esse o grande objetivo dela para já."
E a família está confiante? "Sinceramente, com este resultado obtido agora nos Mundiais, ela conseguiu angariar ali uma quantidade razoável de pontos. Tem é continuar a fazer mais provas, para continuar a ir acumulando até que haja definitivamente a qualificação. Quando foi em Tóquio'2020, nunca esperámos que ela fosse capaz de se qualificar, mas com muito mérito, chegou lá e arrancou o 7.º lugar."
Luís Martins tem uma filha dedicada. "Treina os sete dias por semana. E certos dias, dependendo das provas que está para fazer, pode passar a treinos várias vezes ao dia, bicicleta, ginásio..."