Um ciclista do World Tour paga uma equipa portuguesa

Diferenças de orçamento da noite para o dia

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Tem a noção do orçamento das equipas do World Tour que estão na Volta ao Algarve? Vai de 10 a 25 milhões de euros...por ano. E é só o valor de uma delas. E sabe quanto gasta uma das formações de topo do ciclismo português? A rondar os 400 mil euros... ou seja, um, a dois ciclistas, das melhores equipas do mundo pagam o orçamento total de uma das formações nacionais. Diferenças de verbas abismais, mas que em outros detalhes o pelotão português procura equiparar-se com os melhores.

É o caso das infraestruturas de apoio à equipa. Estamos a falar de carros, camiões-oficina e até de autocarro para transportar os ciclistas para as etapas e de volta ao hotel. São já algumas as equipas portuguesas que têm este tipo de 'luxos'.

"Ter este tipo de infraestruturas de apoio é muito importante, essencialmente por dois motivos. Dá outro tipo de visibilidade aos patrocinadores, outra imagem à equipa, e ainda no caso concreto do autocarro, é importante também para o conforto dos ciclistas, que após uma etapa chegam cansados e neste tipo de veículo conseguem logo relaxar, descansar e até tomar banho", explicou-se Rúben Pereira, um dos elementos do staff da Efapel, que conseguiu então ombrear no parque das equipas por ocasião do contrarrelógio individual com a 'vizinha' Sky neste tipo de apoio. "Mas em tudo o resto há uma grande diferença. O orçamento da nossa equipa, 400 mil euros, deve ser o que ganha por ano o ciclista mais barato deles".

A Efapel, ainda de acordo com Rúben Pereira, caminha então para poder dar o salto no pelotão internacional, ou seja, passar do terceiro para o segundo escalão. "Acredito que somos das equipas portuguesas com mais capacidades de passarmos a equipa Continental Profissional. Já estamos, como se pode ver, mais apetrechados ao nível das infraestruturas. No geral e em dois anos duplicamos a nossa estrutura".

É preciso referir que uma equipa do World Tour tem entre 25 a 30 ciclistas, 9/10 mecânicos, outros tantos massagistas, e 10/14 carros de apoio. São só alguns números. As equipas portuguesas trabalham na sua maioria com 10/12 ciclistas, dois massagistas, dois mecânicos e dois carros de apoio.

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