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O espanhol Alberto Contador (SaxoBank), o italiano Vicenzo Nibali (Liquigas), o russo Denis Menchov (Geox) e outros 203 ciclistas vão disputar a 94.ª Volta a Itália, a partir de sábado, em 40 "montanhas" e sete metas em altitude.
Ao longo de 21 etapas, com dois dias de descanso pelo meio, os corredores que quiserem suceder ao italiano e ausente Ivan Basso (Liquigas), vencedor do Giro2010, têm também três exercícios de contrarrelógio, ao longo dos mais de 3.500 quilómetros, com uma incursão pela vizinha Áustria.
Na luta pela posse da emblemática camisola rosa, o pelotão vai percorrer 17 das 20 regiões transalpinas, comemorando os 150 anos da unificação da Itália e o percurso do militar e político Giuseppe Garibaldi naquela que é denominada "a mais dura corrida no mais belo lugar".
"Dá medo. Nunca vi uma coisa assim. Vai-se para lá do limite", admitiu Contador, após ter reconhecido a subida do Crostis, um prémio de montanha inédito, marcado para a 14.ª etapa, entre a cidade austríaca de Linz e o íngreme Zoncolan: antes da ascensão final, de 10 quilómetros e 12 por cento de pendente média, há 14 quilómetros com 10 por cento de inclinação média, mas várias das rampas têm entre 18 e 20 por cento de desnível, por exemplo.
Contador, ainda sem saber se poderá tentar um quarto triunfo no Tour porque o processo por alegado doping pelo qual esteve suspenso ainda corre na Justiça desportiva, venceu este ano a Volta a Múrcia e a Volta à Catalunha, após o regresso à competição na Volta ao Algarve.
"A pressão depende de cada corredor. Nibali ou Scarponi têm pressão superior à minha. Eu assumo o Giro de uma forma totalmente diferente do Tour, onde tenho uma pressão muitíssimo maior", afirmou o ciclista de 28 anos, um dos cinco corredores a juntar as camisolas das 'três Grandes', em 2008, quando ganhou Giro e Vuelta.
Nibali, quinto na recente Tirreno-Adriático e que já foi vencedor da Vuelta e terceiro no Volta a Itália em 2010, e o compatriota Scarponi (Lampre), primeiro classificado no último Giro del Trentino e quarto classificado no Giro de há um ano, são os representantes mais destacados da "tricolore" para manter a esmagadora tradição de vencedores italianos.
O russo Denis Menchov, que ganhou a prova há dois anos e foi terceiro classificado no último Tour, é o outro cabeça de cartaz, agora numa nova equipa, a Geox, com um elenco espanhol de luxo: Carlos Sastre (vencedor do Tour em 2008) e David Blanco (tetracampeão da Volta a Portugal).