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Todos contra Bradley Wiggins. Parece ser este o lema a seguir no Giro deste ano. O ciclista da Sky perfila-se como o grande candidato a vencedor a 96.ª edição da primeira prova de três semanas do ano, depois de em 2012 se ter tornado no primeiro britânico a inscrever o seu nome na galeria dos campeões da Volta a França. Um mês depois, sagrou-se campeão olímpico de contrarrelógio em Londres. Estes feitos levaram a Rainha Isabel II a atribuir-lhe em janeiro deste ano o título de Sir, Cavaleiro da Ordem do Império Britânico.
A época de 2013 foi preparada para atacar o trono italiano. E condições para o fazer não lhe faltam. Para além de um percurso favorável (com muitos quilómetros de contrarrelógio), Bradley Wiggins vai contar com uma equipa forte focada em ajudá-lo, onde se destacam os colombianos Rigoberto Urán Urán e Sergio Henao. Um tridente de luxo, que promete arrasar pelas estradas transalpinas.
E quem se coloca na linha da frente para contrariar o favoritismo do britânico? Em primeiro lugar, Vincenzo Nibali. O italiano, agora na Astana, foi terceiro em 2012 e este ano ganhou o Tirreno-Adriático e o Giro del Trentino, que lhe conferem a confiança necessária para também ele atacar o trono do Giro. 2013 surge como a grande oportunidade de finalmente ganhar a mais importante corrida do seu país. Não podemos esquecer também Cadel Evans. Arredado há algum tempo do pódio das grandes voltas, após ter ganho o Tour em 2011, o australiano da BMC quer voltar a ser protagonista, ainda que os seus 36 anos possam fazer mossa. Outro aspirante à camisola rosa é o canadiano Ryder Hesjedel (Garmin), o vencedor surpresa do Giro de 2012.
Os espanhóis Samuel Sanchez (Euskaltel), Benat Intxausti (Movistar) e Juan Cobo (Movistar), o holandês Robert Gesink (Blanco), e o italiano Michele Scarponi (Lampre) são outros nomes que poderão estar na luta pelo pódio final da Volta a Itália deste ano.