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A mudança de Elia Viviani para a Sky começou este domingo a dar frutos, com o ciclista italiano a estrear-se a vencer numa grande Volta, ao impor-se na segunda etapa da Volta a Itália, que agora é liderada por Michael Matthews.
Depois de surpreender os 'tiffosi' no final da época passada com o anúncio de que estava prestes a mudar-se de armas e bagagens para a Sky, abandonando a Cannondale que sempre representou desde que se tornou profissional em 2010, o italiano, de 26 anos, demonstrou hoje que está no bom caminho para ser um 'sprinter' de elite, ao bater Moreno Hofland (LottoNL-Jumbo) e André Greipel (Lotto Soudal).
Viviani fez valer a experiência adquirida na pista (ainda em fevereiro conquistou duas medalhas nos Mundiais), saltando da roda de Hofland no último momento para derrotar o holandês, festejar, com o dedo apontado para o alto, o primeiro triunfo numa grande volta e devolver a dignidade perdida à Sky, que no sábado foi a grande desilusão do contrarrelógio por equipas.
"Trabalhei muito na Volta à Romandia para poder chegar aqui nas melhores condições", reconheceu.
Sob um sol radiante, o italiano subiu ao pódio em Génova, depois de cumprir os 177 quilómetros desde Albenga em 04:13.18 horas, ao lado do australiano Michael Matthews, que 'roubou' a camisola rosa ao seu colega Simon Gerrans.
Os dois compatriotas estavam empatados em tempo, depois do 'crono' ganho pela Orica-GreenEdge na tirada inaugural, mas hoje Matthews foi sétimo, um facto que lhe valeu a subida à primeira posição na geral, no desempate por classificações na etapa.
"O essencial era mantê-la na equipa", sublinhou o novo líder do Giro, que tem os compatriotas Gerrans e Simon Clarke exatamente com o mesmo tempo.
Esta é a sétima ocasião em que o australiano, de 24 anos, comanda o Giro, já que, também no ano passado, vestiu a 'maglia rosa' à segunda etapa e só a despiu seis dias depois.
A segunda etapa, marcada por várias quedas (Heinrich Haussler e Sylvain Chavanel, entre outros) e por uma longa fuga protagonizada por Marco Frapporti, Lukasz Owsian, Giacomo Berlato, Eugert Zhupa e Bert-Jan Lindeman e anulada apenas a 11 quilómetros da meta, saldou-se também pelo azar de um dos candidatos à geral, Domenico Pozzovivo.
O ciclista da AG2R-La Mondiale caiu, ficou com um golpe na perna e perdeu 01.09 minutos para os outros candidatos. "A perda de tempo não é nada comparada com o mal que me podia ter acontecido", relativizou o quinto classificado do Giro2014.
No mesmo grupo do que Pozzovivo chegou Sérgio Paulinho (Tinkoff-Saxo), 124.º da etapa e o pior dos portugueses no segundo dia. André Cardoso (Cannondale-Garmin) foi o único a não perder tempo, chegando no pelotão, enquanto o estreante Fábio Silvestre (Trek) foi 86.º, a 27 segundos.
Na geral, Cardoso ocupa a 73.ª posição, a 53 segundos de Matthews, com Silvestre imediatamente a seguir, a 56. Paulinho é 130.º, a 03.33 minutos.
Na segunda-feira, a terceira etapa tem 'apenas' 136 quilómetros, ligando Rapallo a Sestri Levante, num percurso que tem uma contagem de segunda categoria a 43 quilómetros da meta.