Diretor da Bahrain elogia "excelente final" de Eulálio mas diz que ataque não estava planeado
Português mantém top 5 e a camisola branca
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O diretor da Bahrain Victorious elogiou hoje o "excelente final" de etapa de Afonso Eulálio, mas assumiu que não estava previsto o camisola branca atacar na 18.ª tirada da Volta a Itália, na qual o ciclista português caiu.
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"Não foi uma boa etapa para nós hoje", começou por reconhecer Franco Pellizotti aos microfones da Eurosport.
O antigo ciclista italiano confessou não ter entendido a queda de Afonso Eulálio a uns 50 quilómetros do final dos 171 entre Fai della Paganella e Pieve di Soligo, quando tentou agarrar um saco na zona de abastecimento apeado.
"Talvez a velocidade não fosse elevada e ele tenha pensado em agarrá-lo, mas não foi uma boa ideia", considerou.
O figueirense de 24 anos ficou distanciado do pelotão, mas acabou por reentrar no grupo uns 15 quilómetros depois, tendo posteriormente atacado por duas vezes nos derradeiros quilómetros, com a sua última tentativa a ser anulada a 2.000 metros da meta.
Apesar de elogiar o "excelente final" do camisola branca, o diretor da Bahrain Victorious garantiu que os ataques não estavam planeados.
"Quando a etapa se desenrolou assim, pensámos que tínhamos de vigiar o [Jhonatan] Narváez, porque nestes finais o Afonso é otimo. Ele tentou, provavelmente não foi a melhor ideia, mas mentalmente é melhor assim", avaliou Pellizotti.
Eulálio chegou integrado no pelotão, com as mesmas 03:46.50 horas do vencedor, o francês Paul Magnier (Soudal Quick-Step), e manteve o quinto lugar na geral, a 05.40 minutos do dinamarquês Jonas Vingegaard (Visma-Lease a Bike).
"[As próximas] são duas etapas duras, ele [Eulálio] nunca fez no passado duas etapas assim consecutivas, e também estando a lutar pela geral. Ele está em boa forma, veremos como está a condição após a queda", concluiu o italiano.
Na sexta-feira, a 19.ª etapa toca o 'teto' deste Giro, no Passo Giau, uma categoria especial situada a 2.305 metros de altitude, ao longo dos seus 151 quilómetros nos Dolomitas, que incluem seis contagens de montanha, quatro delas de segunda categoria, estando a última instalada na meta.