Geraint Thomas: «É melhor perder por 14 do que por 4 segundos...»
Ciclista da INEOS cedeu liderança no contrarrelógio decisivo
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Geraint Thomas era a cara do desânimo após o contrarrelógio decisivo do Giro'2023. Afinal de contas, o ciclista da INEOS chegou ao penúltimo dia na liderança, com 26 segundos para Primoz Roglic, e acabou por ser batido de forma clara pelo esloveno. No final da etapa, visivelmente desapontado, o britânico de 37 anos assumiu estar "destroçado" pelo que aconteceu, mas diz-se 'feliz' por ter perdido... por tantos seguidos - 14, no caso.
"Estou destroçado... Se me tivessem dito em fevereiro ou março que isto ia acontecer, teria pedido para me beliscarem, mas agora sinto-me devastado. Mas acho que, quando me mentalizar do que aconteceu, vou estar orgulhoso. É assim", começou por dizer o ciclista da INEOS.
Sobre a etapa em si, Thomas faz uma análise rápida e clara. "Senti-me bem, mas com um quilómetro e meio pela frente as minhas pernas começaram a falhar-me. O Primoz fez uma etapa incrível. Se há alguma coisa positiva, é melhor perder por esta margem do que apenas por uns segundos, porque se assim fosse ia começar a dizer que podia ter feito coisas diferentes aqui e ali. Pelo menos ele deu cabo de mim. No final do dia, hoje não podia ter ido 14 segundos mais rápido. E ele teve um problema mecânico. Merece-o e estou feliz por ter sido segundo", disse o britânico, que em seguida reforçou a ideia: "é melhor perder por 14 do que por 4 segundos".