Portugueses regressam ao Giro
Foi precisamente há 10 anos que Portugal teve o último representante a participar no Giro...
Foi precisamente há 10 anos que Portugal teve o último representante a participar no Giro, então com José Azevedo, que em ano de estreia logrou alcançar um excelente 5.º lugar. O nosso país volta, em 2011, a ter ciclistas no pelotão da primeira prova por etapas do ano, com Tiago Machado, Manuel Cardoso (ambos da RadioShack) e Bruno Pires (Leopard) a fazerem as honras da casa. É também a primeira vez, desde 1995, ano em que participou a Sicasal/Acral, que Portugal tem pelo menos três ciclistas a competir, sendo que em 2000 alinharam Cândido Barbosa e Orlando Rodrigues, ambos pela Banesto.
Este ano volta a existir grande expetativa quanto a um português poder ser de novo um dos protagonista do Giro, depois de Acácio da Silva e José Azevedo. O primeiro foi o único a envergar a camisola rosa (dois dias em 1989), somando cinco vitórias em etapas, enquanto o segundo detém a melhor classificação na geral, ao ser 5.º em 2001. Este ano, as expetativas recaem em Tiago Machado, que foi designado pelo manager da equipa, Johan Bruyneel, líder da RadioShack. É a sua estreia, tal como Bruno Pires, numa prova de três semanas.
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Tiago Machado (RadioSchak)
“Não vou traçar qualquer meta classificativa. Vai ser dia-a-dia, pois é a minha primeira prova de três semanas. Mas estou naturalmente muito mais moralizado pela confianza que a equipa deposita em mim. Espero corresponder às expetativas, e trabalhar como tenho feito até aquí”.
Bruno Pires (Leopard)
“A minha prioridade é chegar ao fim. Não estou a ser pouco ambicioso, antes realista para quem vai fazer a sua primeira prova de três semanas. Só o facto de estar nos eleitos da equipa para o Giro já é muito bom. Se conseguir um dia terminar uma etapa entre os dez primeiros, andar Numa fuga ou ser útil a um colega, já é um grande bónus. É de enaltecer também termos 3 portugueses no Giro”.
Manuel Cardoso (RadioShack)
“A última semana vai ser muito complicada. O objetivo é terminar e cumprir com o que a equipa me pedir. A prioridade nas chegadas ao sprinter é para o Robbie McEwen, mas pode ser que surja uma oportunidade para mim. Iremos também trabalhar para o Tiago Machado e o Popovych na geral”.