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Três mitos para decidir uma 110.ª Volta a Itália 'fã' de circuitos
Três dos circuitos que os ciclistas vão visitar inclui dois cronos, um com final em alto
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Os temíveis Mortirolo, Gavia e Zoncolan prometem decidir uma Volta a Itália rendida aos desportos motorizados, sendo três os circuitos que os ciclistas vão visitar na 110.ª edição, que inclui dois cronos, um com final em alto.
Os 'gigantes' montanhosos ficam reservados para a última semana de um Giro que voltará a partir de 'casa', mais concretamente de Trieste, após duas edições com início no estrangeiro - Albânia (2025) e Bulgária (2026) -, mas que rapidamente vai cruzar fronteiras para uma breve incursão na vizinha Eslovénia, à segunda etapa.
Talvez num 'piscar de olho' a Tadej Pogacar, o vencedor de 2024, a organização da 'corsa rosa' desenhou uma etapa entre Ljubljana e Koper imediatamente após a 'Grande Partenza' acontecer em Trieste, em 8 de maio.
As seis primeiras etapas do Giro2027, que vai percorrer 3.418,9 quilómetros, com 50.250 metros de desnível acumulado, descem a costa adriática, dividindo-se entre jornadas acidentadas e prováveis chegadas ao sprint, nomeadamente na quarta tirada, com final no circuito de Misano, palco do Grande Prémio de San Marino de MotoGP.
Este é o primeiro de três circuitos 'visitados' pelo pelotão no percurso apresentado no Auditório Parco della Musica de Roma, já que a 11.ª etapa terá final em Mugello, outra sede do MotoGP, e a 15.ª começará no Autódromo Nacional de Monza.
No rescaldo do título mundial de Kimi Antonelli na Fórmula 1, serão os ciclistas a partir do autódromo que acolhe o Grande Prémio de Itália para 37,3 quilómetros de contrarrelógio individual até Milão.
O crono da 15.ª etapa será o segundo enfrentado pelo pelotão, depois do exercício individual de 19,6 quilómetros da sétima etapa, que vai ligar Sulmona e o alto de Campo di Giove, situado a 1.068 metros de altitude e ao qual os corredores chegam após uma subida de 12,5 quilómetros.
Essa dificuldade antecede a chegada ao Monte Livata, o primeiro final em alto - fora a cronoescalada - da 110.ª edição.
Segue-se o primeiro dia de descanso, cumprido em 17 de maio, que abre caminho a uma semana sem dificuldades maiores, à exceção da 14.ª etapa, que acaba em Piani di Bobbio, a mais de 1.600 metros de altitude e com pendentes de 18%.
A organização da 'corsa rosa' resolveu guardar o melhor para o final, concentrando as suas míticas subidas na derradeira semana. Após o segundo dia de descanso, a 16.ª etapa propõe uma dupla ascensão ao Mortirolo e uma passagem pelo Gavia, o teto desta 'corsa rosa' a 2.618 metros de altitude, antes do final no topo de Aprica.
Dois dias depois é Madonna di Campiglio que coroará uma jornada de alta montanha, que abre passo ao decisivo Monte Zoncolan, uma das mais duras e icónicas subidas italianas, com uma pendente de inclinação média de 11,9% e rampas de 24%, que definirá a geral na véspera da chegada a Roma, em 30 de maio.