A primeira etapa nos Pirenéus não terminou em montanha, antes a descer, daí não ter provocado alterações na geral. Venceu o líder dos trepadores, o francês Julian Alaphilippe, depois de ultrapassar o britânico Adam Yates, que seguia isolado, mas a ser ‘vítima’ de uma queda, que o impediu de ganhar ele a 16ª tirada.
Mas tudo pode ser diferente esta quarta-feira no que à camisola amarela diz respeito. A organização do Tour decidiu inovar, ao apresentar uma etapa de alta montanha só com 65 km. Mas não é aqui que mais surpreende. A partida será feita numa espécie de grelha de Fórmula 1 (conforme pode ver na segunda imagem acima, produzida pelo 'AS'). Ou seja, os melhores classificados são colocados na frente, os restantes seguem depois em grupos de 20, a 40. Por outro lado, não haverá partida neutralizada, pelo que os ciclistas podem logo atacar, até porque o percurso começa também logo a subir.
"Vai ser um dia louco, com tanto para subir, em tão poucos km", frisou o camisola amarela, Geraint Thomas, para quem seria um erro responder logo aos primeiros ataques. "É que a última subida será muito exigente", frisou.
Quem está confiante para hoje é Nairo Quintana (Movistar). "Tenho muita esperança nesta etapa curta. Quero sair como um leão. Não haverá descanso."
A etapa contempla então três contagens de montanha, as duas primeiras de primeira categoria e a da meta, esta de categoria especial.