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"Se explodíssemos, explodiamos... que fosse." Eis a abordagem quase 'kamikaze' de Tadej Pogacar e da UAE Emirates à primeira etapa de alta montanha da Volta a França, que acabou por correr às mil maravilhas. O esloveno de 27 anos venceu e recuperou a camisola amarela, abrindo uma margem larga para os principais rivais.
"Ontem, no autocarro quando regressávamos da etapa, já havia um entusiasmo muito grande para hoje. Acordei às 7 da manhã e estava com a cabeça a mil, super motivado para este dia. Íamos com a mentalidade de não ter nada a perder e se explodíssemos, explodíamos... que fosse. Mas foi tudo muito bom devido a um trabalho incrível da equipa", referiu o bicampeão do Mundo, que tirou mais de 2 minutos ao recorde do Tourmalet, que pertencia a Vingegaard.
"Está no top 5 das minhas vitórias mais espetaculares. Deu-me flashbacks do Tourmalet em 2023, quando tinha partido a mão, a chegada foi parecida. Vitória incrível e uma das mais saborosas, sem dúvida", sublinhou.
Pelo ar de Pogacar, a única coisa que não estava na sua cabeça era recuperar a liderança, por tudo o que isso acarreta em termos de obrigações diárias pós-etapa. "Não estava a pensar em margens, apenas em ir com tudo até à meta. O Torstein Traeen caiu... Preferia que ele continuasse com a amarela. Que recupere bem."
Pogi continua fazer história e a correr atrás dela. Este foi o 23.º triunfo em etapas da Volta a França e está cada vez mais perto do recorde de Mark Cavendish (35). Tendo ultrapassado André Darrigade (22), as próximas vítimas são André Leducq (25), Bernard Hinault (28) e Eddy Merckx (34).
Aliás a regularidade desde que se estreou é absolutamente incrível: ganhou três etapas em 2020, três em 2021, três em 2022, duas em 2023, seis em 2024, quatro em 2025 e, até agora, duas em 2026.