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Efapel-Glassdrive pronta para não cometer erros do passado
Um ano depois de sair como grande derrotada da Volta a Portugal em bicicleta, a Efapel-Glassdrive está pronta para não cometer os mesmos pecados, deixando de parte as lutas internas em prol da vitória de Ricardo Mestre.
Em 2013, a equipa de Carlos Pereira saiu da emblemática Torre de amarelo, mas viu as lutas internas de egos que marcaram as etapas anteriores -- e que culminariam com o sonoro bater de porta do terceiro classificado, Rui Sousa -- custarem-lhe o triunfo final, conquistado por Alejandro Marque no contrarrelógio.
"Eu não perdi a Volta no contrarrelógio, perdi-a todos os dias. Todos os dias perdi um bocadinho, porque se tivéssemos feito a diferença em outros dias não teríamos perdido no contrarrelógio. Portanto, a Volta foi-se perdendo ao longo das etapas", disparou o diretor desportivo da equipa de Lourosa.
Sem papas na língua, Carlos Pereira admite que este ano ele e os seus tentarão não cometer "alguns erros", uma tarefa facilitada porque esta Efapel-Glassdrive tem "corredores que não irão cometer os erros que alguns cometeram".
Depois de ver uma batalha de egos custar-lhe a Volta'2013, o homem forte da formação nortenha não tem "a menor dúvida" que os nove homens que partirão na quarta-feira de Fafe vão trabalhar para "um único objetivo e um único líder".
É ele, por currículo e nome no pelotão, Ricardo Mestre, o último vencedor português da maior prova velocipédica nacional (2011). No entanto, Carlos Pereira recusa que o estatuto do algarvio lhe dê mais responsabilidade do que aos seus adversários no controlo da corrida.
"Não porque os favoritos continuam lá, é o Boavista [Rádio Popular], é a OFM, são os do costume. Portanto, têm tanta responsabilidade como nós, não temos uma responsabilidade acrescida só porque o Ricardo foi o último português a vencer a Volta a Portugal, nem pensar nisso", garantiu.
Acostumado a controlar o pelotão desde o primeiro dia em edições anteriores, o diretor desportivo da Efapel-Glassdrive assegura que este ano esse papel caberá a outros. "Muito sinceramente, não sou o favorito número um. Os favoritos número um que assumam a corrida, se quiserem. Se não pode ganhar um atleta qualquer, numa fuga, por exemplo", advertiu.
E quem são os seus favoritos? Num primeiro momento, "todos". "Todos são ciclistas, todos têm duas pernas, não facilito a nenhum. De qualquer das formas, há corredores que se destacam mais do que outros, como é o caso do Boavista, que tem três ou quatro líderes. A OFM tem uma equipa bastante forte, tem o [Gustavo Cesar] Veloso, que fez segundo no ano passado, e que este ano certamente irá estar a um bom nível. E, certamente, da parte do Paredes também o [Hugo] Sabido e o Edgar [Pinto] são favoritos".
Pereira, que pensa que as primeiras etapas trarão algumas diferenças, mas não significativas entre os candidatos, acredita que na 76.ª edição, mais do que em qualquer outra, todas as equipas portuguesas têm responsabilidades, "porque todas são favoritas".
Equipa: Ricardo Mestre (Por), Sérgio Sousa (Por), Hélder Ferreira (Por), Filipe Cardoso (Por), Joni Brandão (Por), Rafael Silva (Por), Carlos Oyarzun (Esp), Victor de La Parte (Esp) e Bruno Silva (Por).
Diretor desportivo: Carlos Pereira.