Pogacar fez história no Alpe d'Huez: «A atmosfera durante a subida foi de loucos»
Esloveno venceu pela primeira vez na mítica subida
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Tadej Pogacar vai ajudar Isaac del Toro a tentar garantir a camisola da juventude e o terceiro lugar do pódio final do Tour no sábado, na segunda chegada ao Alpe d'Huez, onde o ciclista esloveno ganhou hoje.
"A atmosfera durante a subida foi de loucos, foi graças a toda a equipa que consegui vencer no final. Hoje, corri pelos meus colegas e estou muito feliz por ter vencido", disse o camisola amarela da 113.ª Volta a França.
O tetracampeão atacou hoje a 12 quilómetros do alto da emblemática subida, de categoria especial, alcançou os fugitivos e cortou a meta isolado, à frente do francês Lenny Martinez (Bahrain Victorious) e do equatoriano Richard Carapaz (EF Education-EasyPost), dois dos 'aventureiros' da jornada.
"Como a fuga ia tão forte, fomos obrigados a ir no máximo todo o dia. No início, no primeiro quilómetro do Alpe d'Huez, sabia que tinha boas pernas e que não haveria muitos adversários a conseguirem seguir-me, por isso tentei", explicou.
O líder da UAE Emirates elogiou os seus adversários na luta pela 19.ª tirada, que definiu como "grandes corredores", e admitiu que o facto de Martinez, Carapaz e também Sepp Kuss (Visma-Lease a Bike), que foi quarto, se terem preocupado mais em marcar-se o ajudou "a alcançá-los e a ganhar a etapa".
"Estou em boa forma, vou dia a dia. Amanhã [sábado], é a etapa 'rainha' do Tour. [...] Agora, ganhei e amanhã veremos. Iremos ao nosso ritmo, com o nosso plano", respondeu ao ser questionado sobre se gostaria de 'bisar' na emblemática montanha.
Depois de estabelecer o novo recorde de subida mais rápida ao Alpe d'Huez (35.27 minutos), batendo por 01.13 minutos a marca que pertencia ao falecido Marco Pantani desde 1995, o esloveno de 27 anos comprometeu-se a ajudar o seu jovem companheiro Isaac del Toro na penúltima etapa.
"Talvez hoje tenha sido o meu dia para aproveitar a oportunidade para ganhar e amanhã asseguraremos que o Isaac luta pela camisola da juventude e o pódio", completou.
O mexicano de 22 anos ficou hoje mais distante do segundo lugar, pertença de Remco Evenepoel (Red Bull-BORA-hansgrohe), mas ganhou quatro segundos ao seu rival pelo terceiro lugar, o prodígio francês Paul Seixas (Decathlon).
"Foi espetacular, terminei muito contente com a experiência e o resultado", resumiu o 'vice' do Giro2025, que se estreou hoje a subir, em corrida, o Alpe d'Huez.
No sábado, Del Toro terá uma nova oportunidade para subir a icónica subida, na etapa 'rainha' da 113.ª edição, que percorre 170,9 quilómetros desde Le Bourg d'Oisans e inclui ainda os míticos Croix de Fer e Galibier, contagens de montanha de categoria especial assim como o Col de la Sarenne, e o Col du Télégraphe, de primeira categoria.
"A etapa de amanhã [sábado] será uma grande batalha. Faltam dois dias de Tour. Este sábado espero, mais ou menos, o mesmo que hoje", antecipou.
Igualmente estreante no Alpe d'Huez, o 'local' Paul Seixas descreveu a subida como "terrível".
"Foi mágico, mas ao mesmo tempo foi uma das jornadas mais duras da minha vida na bicicleta. Limitei as perdas, no final não tive as pernas que esperava, mas ainda assim é uma bela prestação. Ainda estou na luta pelo pódio. Amanhã, será muito duro, mas resta-me pedalar", resumiu o francês de 19 anos, que é quarto, a 24 segundos de Del Toro.
O mexicano está a 09.42 minutos do seu chefe de fila, enquanto Evenepoel, que hoje perdeu mais de dois minutos, está a 07.11.
"Era de se esperar que Tadej fizesse alguma loucura para tentar vencer. Hoje era a maior oportunidade para ele arriscar tudo e vimos isso. Tive a sensação de que o Tadej estava a ir rápido demais, era uma missão impossível acompanhá-lo", admitiu o belga da Red Bull-BORA-hansgrohe.
Sexto na etapa, a 02.29 do camisola amarela, Evenepoel não se esqueceu de mencionar as dificuldades que sentiu no momento do ataque, 'travado' pelas motos de corrida que não conseguiram 'furar' entre os adeptos.
"Decidi seguir o ritmo dos Decathlon, mas sentia-me bem e resolvi atacar, no entanto o ataque foi em duas partes, porque fui atrapalhado pelos fãs e pelas motos. É uma pena, porque caso contrário o resultado teria sido diferente", considerou o terceiro classificado do Tour2024 e vencedor da Vuelta2022.