Pogacar: «O Tour só acaba quando completamos a última volta...»

Camisola amarela alerta que a prova ainda está em aberto, apesar da sua grande margem para os adversários

• Foto: Lusa/EPA

Tadej Pogacar lembrou esta quarta-feira que a Volta a França só estará ganha quando os ciclistas cortarem a meta nos Campos Elísios, reiterando que a prova ainda está em aberto, apesar da sua grande margem para os adversários.

"O Tour só acaba quando completamos a última volta [ao circuito dos Campos Elísios]. No ciclismo, poder haver muito azar -- só posso bater na madeira. A minha condição é boa, as coisas estão a sair bem, mas há muito percurso pela frente. Amanhã [quinta-feira], a etapa será muito dura e também há o contrarrelógio [no sábado]. Por agora, não penso na vitória final", assegurou o campeão em título da prova francesa.

O esloveno da UAE Emirates explicou que, depois de dias a trabalhar para defender a camisola amarela, com uma estratégia que incluía autorizar fugas, esta quarta-feira, a sua equipa teve "uma etapa mais fácil de controlar", pelo que os seus elementos estavam "em boa condição" para ajudá-lo a tentar "ganhar a etapa", "a mais dura desta Grande Boucle".

'Pogi' triunfou esta quarta-feira de amarelo pela primeira vez no Tour, na 17.ª etapa da 108.ª edição, depois de muito atacar na subida ao Col de Portet, sem conseguir deixar para trás Jonas Vingegaard (Jumbo-Visma) e Richard Carapaz (INEOS), respetivamente segundo e terceiro na tirada e na geral.

"Nós os três destacámo-nos, mas só eu e o Jonas trabalhámos em conjunto. Tentei atacar várias vezes, porque quanto mais tempo [de vantagem] melhor, mas eles estavam muito bem hoje. No final, limitei-me a sprintar nos últimos 50 metros e foi suficiente", descreveu.

O camisola amarela revelou ainda a conversa que teve com Vingegaard na parte final da etapa, contando que o dinamarquês lhe disse que Carapaz, que se recusou a passar na frente do grupo alegadamente por estar no limite, estava a fazer bluff, algo de que o próprio esloveno estava ciente.

Depois de já ter apontado o dinamarquês como o seu grande rival nesta edição, Pogacar elogiou esta quarta-feira o homem que está atrás de si na geral: "O Vingegaard corre de uma forma admirável. A Jumbo-Visma teve muito azar, e ele demonstrou o seu caráter, é um corredor de alto nível. Estou certo que será ainda melhor nos próximos anos, adoro enfrentá-lo."

Os elogios de Pogacar encontraram eco em Vingegaard, que destacou a fortaleza do jovem esloveno e criticou o equatoriano da INEOS. "Que dia! Segundo na etapa e segundo na classificação. Estou muito feliz. Acho que o Pogacar, o Carapaz e eu estivemos muito equiparados hoje. O Carapaz recusou-se a colaborar connosco e, quando ele acelerou no último quilómetro, não consegui segui-lo. Felizmente, fui forte o suficiente para recolar e batê-lo na estrada. Acho que não teria vencido o Pogacar. Ele é muito forte e está na liderança da geral por um motivo", enalteceu.

Apesar do esforço que despendeu a trabalhar no grupo dos três, numa colaboração estreita com o líder da UAE Emirates, o jovem de 24 anos disse esperar "sobreviver" à etapa de quinta-feira, que termina no alto de Luz Ardiden, e, assim, garantir um lugar no pódio final.

Por Lusa
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