Terceira etapa do Tour não terá público em território francês devido a incêndio
Também foi cancelada a caravana publicitária
Seguir Autor:
A terceira etapa da 113.ª Volta a França em bicicleta vai decorrer sem público dentro de território gaulês, devido a um incêndio de grandes dimensões que lavra nos Pirenéus Orientais, foi hoje anunciado.
"Devido ao incêndio em curso nos Pirenéus Orientais e com o intuito de permitir a mobilização máxima dos meios de socorro, a terceira etapa do Tour vai desenrolar-se sem público e sem caravana publicitária em território francês", lê-se num comunicado da autarquia daquela região, republicado pela organização da 'Grande Boucle'.
A tirada de segunda-feira vai sair de Granollers, em Espanha, país que o pelotão abandona para entrar pela primeira vez em território francês nesta edição, percorrendo 195,9 quilómetros até Les Angles.
"Esta decisão excecional foi tomada para limitar o impacto no departamento [França está dividida em 101], para garantir a segurança de todos e permitir aos bombeiros, forças de segurança e conjunto dos serviços mobilizados que se concentrem na luta contra os incêndios", acrescenta a nota.
Antes deste comunicado, o autarca local já tinha explicado que a caravana publicitária, composta por 180 veículos, que se traduzem num 'comboio' de 12 quilómetros de extensão, não circularia em território francês.
"O dispositivo será limitado à passagem dos corredores e aos veículos indispensáveis à organização", pontuou em conferência de imprensa. Pierre Regnault de la Mothe revelou que o público foi instado a não estar presente no percurso, nem no local de chegada, em Les Angles. "Lamento anunciar que será, pelo menos em França, uma etapa do Tour sem público", disse antes da confirmação por parte da organização.
Após partirem de Granollers, em Espanha, os corredores deverão entrar em França a pouco mais de 40 quilómetros da meta, instalada a 1.600 metros de altitude e a cerca de 70 quilómetros do local do incêndio.
"Concordamos [com estas medidas], atendendo às circunstâncias excecionais e catastróficas de um incêndio", confirmou, num vídeo divulgado na rede social X, o diretor do Tour.
De acordo com Christian Prudhomme, adaptar-se "faz parte da vida de um organizador de provas velocipédicas". "Evidentemente, a prioridade é a proteção das pessoas", acrescentou.