Thomas Pidcock descreve "cenário de guerra" em etapa marcada pelo calor
Pogacar venceu tirada e está de amarelo
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Thomas Pidcock, terceiro na Vuelta2025, descreveu hoje a terceira etapa da Volta a França como "um cenário de guerra", numa alusão ao calor que afetou todos menos Tadej Pogacar e a sua UAE Emirates.
"Acho que a principal história é o quão difícil foi o dia todo. Penso que nunca tive uma jornada tão difícil, com tanto calor. Parecia um cenário de guerra. Penso que devemos ter consumido 10 mil bidons [de água]", disse o britânico da Pinarello Q36.5.
Após ser 16.º classificado no final dos 195,9 quilómetros entre Granollers, em Espanha, e o alto de Les Angles, a 18 segundos do vencedor, o tetracampeão Tadej Pogacar (UAE Emirates), Pidcock assumiu que "estava vazio no final".
O líder da Pinarello Q36.5 reconheceu que a UAE Emirates é "a única equipa que podia ter controlado uma jornada como a de hoje", em que 'Pogi' somou a sua 22.ª vitória em etapas no Tour, tornando-se no quinto ciclista mais ganhador de sempre na prova, e destronou Jonas Vingegaard (Visma-Lease a Bike) da liderança da geral.
"Vestir a camisola amarela é um sonho para qualquer ciclista, de qualquer idade. Para mim, não sei quantas jornadas são, mas sempre que posso tê-la no meu corpo é realmente especial", declarou o quatro vezes campeão (2020, 2021, 2024 e 2025).
Na quarta etapa da 113.ª edição, o esloveno de 27 anos vai passar o seu 55.º dia de amarelo, aproximando-se do retirado Chris Froome, igualmente tetracampeão da 'Grande Boucle', que é quarto no ranking de sempre com 59 jornadas na liderança da prova.
Questionado sobre se aprecia a glória, o líder da UAE Emirates, que está empatado em tempo com Vingegaard, evitou responder, evocando a necessidade de ir fazer rolos após a entrevista.
Pogacar pareceu mesmo ser um dos únicos ciclistas felizes após a terceira etapa, a par de Isaac del Toro, o jovem mexicano que hoje retribuiu, com trabalho, a vitória que o seu líder lhe ofereceu na véspera.
"Foi muito bom vê-lo ganhar, é bom que esteja de amarelo", resumiu o dono da camisola branca.
Del Toro, que foi nono a quatro segundos de Pogacar, mostrou-se satisfeito por ter conseguido "seguir os melhores", nomeadamente Florian Lipowitz e Remco Evenepoel, os corredores da Red Bull-BORA-hansgrohe que foram terceiros nas últimas duas edições, e Juan Ayuso, a seu grande rival na luta pela classificação da juventude.
"Foi um dia duríssimo, o mais duro do Tour até agora. [...] Senti que me falta explosividade, mas continuo numa boa posição", salientou o quinto classificado da geral.
Na sua primeira participação na Volta a França como líder, Ayuso elogiou os seus antigos companheiros, vincando que a UAE Emirates é uma equipa "muito ambiciosa, luta por tudo e tem corredores muito fortes, que se puderem ganhar, ganham".
Na terça-feira, na primeira etapa percorrida integralmente em território francês, após três dias na Catalunha (Espanha), o espanhol da Lidl-Trek espera ter uma tirada mais "fácil do que a de hoje".
A quarta etapa vai ligar Carcassonne a Foix em 181,9 quilómetros ondulados, que incluem duas contagens de montanha de segunda categoria.