Tiago Machado promete muita luta

Único português no Tour tem tentado a sorte, mas as pernas têm faltado. A sua fé mantém-se viva

• Foto: DR Record

O único português no Tour, Tiago Machado, diz que tem tentado a sua sorte, mas as pernas nem sempre têm correspondido. Acredita, no entanto, que ainda poderá ter uma oportunidade naquilo que resta da Volta a França.

"O balanço que faço destas nove etapas do Tour é o que se esperava. Tenho feito aquilo que me é pedido pela equipa, que quer ganhar etapas. Temos feito por isso, eu já tentei, tenho tentado, mas não há desculpas. Os outros têm sido mais fortes. Mas vou continuar a tentar", considerou o ciclista da Katusha-Alpecin, sem revelar qual vai ser a sua próxima aposta.

Em dia de interregno da Volta a França, Tiago Machado aproveitou para descansar, sem deixar de fazer ontem alguns quilómetros: "Pedalei durante hora e meia em ritmo de treino e, agora, é tempo de retemperar as forças o melhor possível e aproveitar a conclusão do dia com o jantar."

Quanto à corrida, Tiago Machado considera que o britânico Christopher Froome (Sky), camisola amarela, "é quem está mais preparado para vencer o Tour", ressalvando que "ainda faltam muitos quilómetros até Paris". Seja como for, "Froome foi atacado e nunca cedeu, demonstrando bom momento de forma."

Etapa muito perigosa

O vencedor da Volta à Eslovénia de 2014, de 31 anos, não deixou de criticar as situações que se registaram, anteontem, na etapa rainha, pois a última descida em direção à meta provocou o abandono de 5 ciclistas, entre os quais o acidentado australiano Richie Porte (BMC), vítima de uma queda que o levou ao hospital com fraturas numa clavícula e bacia. "O ciclismo é perigoso, mas há situações que se podem evitar. O traçado de ontem [domingo] aumentou o perigo. É preciso mais cuidado no desenho das etapas", concluiu Machado.

Porte considera ter tido sorte

Sério candidato aos primeiros lugares, Richie Porte ficou de fora, num total de cinco abandonos, todos por causa de quedas. Já no hospital de Chambery, o australiano ficou desiludido, mas agradeceu a sorte. "Foi uma grande deceção, pois estava muito forte e a equipa a corresponder. Mas depois de ver o acidente, creio que tive muita sorte. Recordo-me de que entrei numa curva e a roda traseira bloqueou, provocando a queda", revelou Porte.

Já a Movistar também protestou por causa do traçado: "Temos de refletir. Cavendish, Porte, Thomas, Valverde, Izaguirre ficaram de fora por causa desta atmosfera de risco. Temos de encontrar soluções para este drama", considerou Eusebio Unzue, diretor desportivo da equipa espanhola.

Por Alexandre Reis
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