Vingegaard "contente" apesar de ter perdido etapa para Pogacar: «Passou-me a 20 metros da meta»

Ciclista da Jumbo-Visma diz ter ficado sem resposta com ultrapassagem perto do final da tirada

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Altura em que Pogacar (à esquerda) ultrapassa Vingegaard
Altura em que Pogacar (à esquerda) ultrapassa Vingegaard • Foto: Reuters
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Jonas Vingegaard estava "contente" apesar de ter perdido a sétima etapa da Volta a França para Tadej Pogacar, um estado de espírito partilhado pelo seu colega Primoz Roglic, que foi terceiro apesar das dores de costas.

"Penso que posso estar contente. Tentei no final, mas ele [Pogacar] passou-me a 20 metros da linha e eu não tive resposta. Foi mesmo na linha [que perdeu], mas posso estar satisfeito. Com sorte, estarei melhor nas subidas mais longas, pelo menos é o que eu espero. As pernas estavam boas, pelo que estou feliz", disse Vingegaard.

Vice-campeão na passada edição, o dinamarquês da Jumbo-Visma assumiu-se hoje como o principal rival do camisola amarela, ao atacar nos últimos 200 metros na dura subida à Super Planche des Belles Filles, vendo o esloveno da UAE Emirates negar-lhe a vitória mesmo antes do risco.

Vingegaard é agora segundo da geral, a 35 segundos de Pogacar, e o líder incontestável da formação holandesa, já que Primoz Roglic, ainda a recuperar da queda que sofreu na quinta etapa, perdeu mais 12 segundos, apesar de ter sido terceiro na tirada.

"Foi uma bela disputa. Estou muito contente por ter sido um dos protagonistas. A chegada era muito íngreme. O Jonas tentou, mas sentiu dificuldades para passar a linha no alto. Já eu tinha a impressão de receber uma facada nas costas a cada pedalada", descreveu o esloveno, que até foi o primeiro a atacar no grupo dos favoritos, dentro do último quilómetro da etapa, corrido numa estrada de gravilha e com setores de inclinação de 24%.

'Rogla', que perdeu o Tour2020 para o seu jovem compatriota precisamente na Planche des Belles Filles, onde terminou o contrarrelógio da penúltima etapa dessa edição, só pensa agora em "recuperar bem" da queda, na qual deslocou o ombro.

"Quando estamos magoados, nunca sabemos o que esperar. Vejo isso dia após dia. Tenho dores no fundo das costas, mas não estou aqui para chorar, estou para lutar. Vou tentar continuar", prometeu.

Quinto na etapa a 14 segundos do duo da frente, Geraint Thomas (INEOS) subiu ao terceiro lugar da geral e estava satisfeito por ter sido capaz de seguir Pogacar "sem perder um minuto, para variar".

"Gostava de dizer que me estava a conter, mas não estava. No início [da subida], tentei poupar-me, porque a parte final é tão íngreme. Basicamente, não quis explodir aí. Penso que me safei bem, apesar do Roglic que me ter passado no final, mas é bom estar na discussão", reconheceu o campeão de 2018.

O galês, de 36 anos, disse que "os últimos minutos [da etapa] foram um inferno" e confessou que pensou quando tempo iria perder nos últimos 200 metros. Ainda assim, o balanço é positivo, uma vez que, além de ser terceiro na geral, os seus companheiros Adam Yates e Daniel Martínez estão no 'top 10'.

"Nós os três, e ainda temos o Tom [Pidcock], estamos bem classificados. A vantagem do número [de ciclistas no top 10] vai ser usada em algum momento. Temos de tentar, não de forma insensata, mas espero que essa vantagem nos seja útil", pontuou.

Ao contrário de Thomas, Aleksandr Vlasov era o reflexo da desilusão, depois de ter cedido 01.39 minutos para Pogacar na primeira etapa de montanha da 109.ª edição.

"Foi duro. Tinha dores musculares no fundo das costas. Sofri um pouco. No fim da etapa, tentei manter o meu ritmo para não perder muito tempo. Foi um mau dia para mim, mas espero recuperar rapidamente", disse o russo da BORA-hansgrohe, que caiu na véspera e agora é 12.º na geral, a quase três minutos do camisola amarela.

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