Vingegaard: «Nunca devemos dizer nunca, mas perspetivas de estar no pódio são muito boas agora»

Ciclista dinamarquês ocupa o segundo lugar da geral, com apenas seis segundos de vantagem perante Richard Carapaz

• Foto: REUTERS

O ciclista Jonas Vingegaard começa finalmente a acreditar que estará no pódio final da 108.ª Volta a França, após ter sido inesperadamente promovido a líder da Jumbo-Visma devido à desistência do vice do ano passado, Primoz Roglic.

"Nunca devemos dizer nunca, ainda não estamos em Paris, mas as perspetivas [de estar no pódio] são muito boas agora", admitiu no final da 18.ª etapa, depois de ter sido segundo classificado atrás do camisola amarela Tadej Pogacar (UAE Emirates) no alto de Luz Ardiden.

Aos 24 anos, o dinamarquês é sensação desta edição do Tour, a da sua estreia, ocupando a vice-liderança da geral, a 5.45 minutos do esloveno, e tendo sido o único a colocar em apuros o campeão em título, no Mont Ventoux, na 11.ª etapa.

"Hoje, não tive o meu melhor dia, foi muito duro e uma batalha mental. Por isso, podem imaginar que estou muito feliz com o meu desempenho. Ser segundo classificado da Volta a França depois da última etapa de montanha é ótimo", disse, descrevendo a segunda posição como "incrível".

Revelando-se "muito, muito feliz", Vingegaard, que antes desta Grande Boucle só tinha participado numa grande Volta, a Vuelta'2020 (foi 46.º), recordou que começou a 108.ª edição da prova francesa "ao serviço de Primoz Roglic", o vice-campeão do ano passado, que abandonou antes do início da nona etapa, devido às lesões resultantes da queda sofrida na terceira tirada.

"Nunca teria ousado sonhar com isto", afirmou, aproveitando para agradecer a Sepp Kuss, Wout van Aert e Mike Teunissen, os únicos resistentes de uma Jumbo-Visma 'dizimada' pelas quedas.

Contudo, o jovem dinamarquês prefere ser cauteloso e lembrar que na sexta-feira há mais uma etapa, neste caso plana, para "sobreviver", antes do contrarrelógio de sábado, no qual dará tudo para segurar o seu segundo lugar, perante a ameaça de Richard Carapaz, terceiro a apenas seis segundos de Vingegaard.

"Se conseguiu este resultado sem vir como líder para o Tour, é porque definitivamente tem mais para dar no futuro", prognosticou Van Aert, uma das estrelas do pelotão internacional e o vencedor da 11.ª etapa.

A 108.ª Volta a França, que arrancou em 26 de junho em Brest, termina no domingo, em Paris.

Por Lusa
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