A GI Group Holding-Simoldes-UDO superou a fasquia estabelecida à partida para a classificação geral na Volta a Portugal em bicicleta, ao garantir o quarto lugar, por José Neves, a escassos seis segundos do pódio, o nono lugar, por Rui Carvalho, e o 12.º, por Adriàn Bustamante. A GI Group Holding-Simoldes-UDO crê que foi a "equipa sensação" entre as 17 em prova.
"Excedemos as expetativas em termos coletivos. Eu ambicionava um top-3. Já por duas vezes tinha feito top-4 por equipas. Esta equipa foi a grande sensação da Volta a Portugal", realçou o diretor desportivo, Manuel Correia, enaltecendo o segundo lugar na classificação por equipas.
Grato por dispor da equipa completa pela primeira vez na temporada, o responsável preferiu "ser prudente" na antecâmara da Volta, para "não pôr pressão nos corredores" e por causa das condicionantes associadas à corrida, como o calor ou as quedas, embora considere que José Neves tinha capacidade para subir ao pódio.
"Tinha esperança de que o Zé poderia fazer top-5. Na Serra da Estrela, disse-lhe que ia fazer top-3. Só não fez, porque, aqui e ali, precipitou-se e cometeu alguns erros que lhe custaram um bocadinho caro", vincou, ressalvando que a equipa vai "manter a filosofia de aposta na juventude" no próximo ano.
A Anicolor-Campicarn venceu pelo terceiro ano seguido, e obteve, como em 2025, os dois primeiros lugares da geral, com o francês Alexis Guérin a sagrar-se vencedor e o russo Artem Nych em segundo, frente de Pedro Silva (Feira dos Sofás-Boavista), que subiu ao pódio final no domingo, no Porto, resultado que levou o diretor desportivo André Cardoso a considerar a equipa boavisteira uma das maiores protagonistas da Volta.
Já a Efapel, que tem dominado a temporada velocipédica lusa, a par da Anicolor-Campicarn, ficou aquém dos objetivos traçados, com Tiago Antunes a obter o sexto lugar, após perder tempo na Torre e no Gerês, e Jesús David Peña (28.º) e Lucas Lopes (32.º) a nem sequer alcançarem os 10 primeiros da geral, como tinham feito em 2025.
Emanuel Duarte repetiu o oitavo lugar do ano passado, na liderança de uma Credibom-LA Alumínios-MarcosCar que vencera a classificação da montanha em 2025 e que realizou, neste ano, uma Volta mais discreta, e Diogo Barbosa, com uma segunda semana em bom plano, foi o representante da Tavira-Crédito Agrícola no topo da geral, com o 10.º lugar.
Embora esperasse mais de Afonso Silva, corredor que caiu logo na primeira etapa em linha, e terminou a prova no 24.º posto, a equipa mais antiga do mundo venceu uma etapa, por Francisco Campos, na chegada ao Palácio Nacional de Queluz.
Numa corrida em que as etapas pertenceram, na maioria, à UAE Emirates, com quatro, a última das quais pelo campeão olímpico português Rui Oliveira, no Porto, e à Anicolor-Campicarn, com três, também a Euskaltel-Euskadi, por Xabier Isasa, em Peso da Régua, e a Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua venceram tiradas.
Na chegada a Elvas, a equipa dirigida por Gustavo Veloso, vencedor da Volta em 2014 e em 2015, dominou o sprint final e conquistou a primeira vitória da época pelo venezuelano Leangel Linarez, numa corrida em que garantiu ainda o 15.º lugar da geral e o segundo da classificação da juventude, por Rafael Barbas, o melhor sub-23 luso em prova.
A Aviludo-Louletano-Loulé envolveu-se em várias fugas e trabalhou na dianteira do pelotão para garantir chegadas ao sprint, que o argentino Tomas Connte foi incapaz de aproveitar, e alcançou o 11.º lugar da geral, pelo veterano Jesús del Pino, enquanto a Feirense-Beeceler e a estreante Óbidos Cycling Team 'rubricaram' participações discretas.
Por Record com Lusa