A Torre que pode parir um rato

Etapa rainha corre-se hoje com o prémio de categoria especial, mas sem a mítica chegada

• Foto: Nuno Veiga

A 9ª etapa da Volta a Portugal corre-se hoje com a Serra da Estrela como pano de fundo e a subida à Torre, coincidente com o único prémio de categoria especial da corrida. Mas tudo leva a crer que a montanha pode parir um rato, pois a meta instalada na Guarda dista 70 km.

O italiano Rinaldo Nocentini (Sporting-Tavira) confirma esta expectativa: "A W52-FC Porto vai controlar a etapa. Julgo que nada de muito significativo se vai passar na Torre, pois a meta estará muito longe. Vão acelerar e endurecer, mas espero chegar bem à Guarda para vencer e bonificar. As últimas decisões serão no contrarrelógio de Viseu."

Já Amaro Antunes (W52-FC Porto), melhor português na geral (5º), também fez uma análise à penúltima etapa, que em 2016 teve como vencedor o companheiro Gustavo Veloso na chegada à Guarda: "Está mais fácil que no ano passado. Esta etapa desvirtua um pouco, pois a chegada à Torre é muito mais aliciante em termos competitivos. São dadas maiores hipóteses aos que estiverem bem no contrarrelógio."

Refira-se que grandes nomes venceram na Torre, como Joaquim Agostinho, Nuno Ribeiro (diretor desportivo da W52-FC Porto), Joaquim Gomes (diretor da Volta) e Rui Sousa, também ganhador em Fafe nesta edição da prova. "Vai ser um pouco diferente. Estou para ajudar o João Benta na geral. Se houver alguma oportunidade posso tentar a minha sorte", considerou o corredor da RP-Boavista.

O vice-campeão olímpico, Sérgio Paulinho (Efapel), preferia uma chegada em alto: "Era melhor para o espetáculo com a chegada à Torre. Vou tentar passar com os primeiros."

Por Alexandre Reis
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