Efapel quer prosseguir época vitoriosa e conquistar camisola amarela na Volta a Portugal
Prova decorre entre 5 e 16 de agosto, unindo Lisboa e Porto
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A Efapel parte para a 87.ª edição da Volta a Portugal com o objetivo de vencer a classificação geral individual, dando sequência às três provas conquistadas ao longo do ano no calendário velocipédico nacional.
Após os êxitos do português Tiago Antunes na Volta ao Alentejo, em março, e no Troféu Joaquim Agostinho, em julho, e do colombiano Jesús David Peña no Grande Prémio das Beiras e Serra da Estrela, em maio, a equipa laranja confia nos dois corredores para 'destronar' o vencedor de 2024 e de 2025, o russo Artem Nych (Anicolor-Campicarn), e conta ainda com Lucas Lopes, vencedor da classificação da juventude e nono da geral no ano transato.
"A equipa esteve sempre num bom nível. Nos outros prémios que não ganhámos, terminámos no pódio. Quando analisamos o que tem sido a época de 26, e estando nós a ganhar corridas, logicamente que, para a Volta a Portugal, temos de ir com esse pensamento, de manter esta linha de estar na luta pelos triunfos, neste caso pelo triunfo da Volta a Portugal", afirma à Lusa o diretor desportivo, José Azevedo.
Embora a camisola amarela seja a prioridade, o antigo ciclista realça que a Efapel estará atenta à oportunidade de vencer etapas, até porque a luta pela classificação geral exige estar na frente nas tiradas mais decisivas de uma competição que decorre entre 5 e 16 de agosto, unindo Lisboa e Porto, ao longo de 1.430 quilómetros.
Embora reconheça que a Anicolor-Campicarn é a principal adversária, por dispor de Nych, mas também do francês Alexis Guérin, segundo na Volta de 2025, o dirigente crê que Afonso Silva (Team Tavira-Crédito Agrícola) e Emanuel Duarte (Credibom-LA Alumínios-MarcosCar) também são candidatos à vitória final e alerta para a valia da UAE Emirates, única equipa WorldTeam do pelotão, e da Euskaltel-Euskadi e da Burgos-Burpellet-BH, as ProTeams espanholas.
"Ainda não há a confirmação dos nomes que vão trazer as equipas estrangeiras como a Euskaltel ou a Burgos. A equipa da UAE, pelo que se vai adiantando, traz um corredor para a geral, o [Adrià] Pericas, e tem o Rui [Oliveira], corredor sempre forte para chegadas ao 'sprint' e contrarrelógio", perspetiva.
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O quinto classificado do Tour2024 e do Giro2001 crê que a Volta que se avizinha tem um percurso "mais equilibrado" do que o anterior, por garantir etapas teoricamente propícias para sprinters nos primeiros dias e por dispor de etapas que podem "servir para atacar", além das "sempre decisivas" tiradas da Torre e da Senhora da Graça, esta última mais dura, face à "dupla ascensão".
José Azevedo considera ainda que é cedo para avaliar as mudanças na organização da Volta a Portugal, agora sob a chancela da empresa espanhola Emesports, do antigo ciclista Ezequiel Mosquera, que sucede à Podium Events, embora realce que o percurso inclui "locais diferentes".
"A nossa expetativa é que, quando se mude, que seja sempre para melhor. Estamos confiantes que assim o seja, mas é muito cedo para fazer uma avaliação", resume.
Após ter exprimido desagrado com o estado do ciclismo português no rescaldo da edição de 2025, ao lamentar o retrocesso na aplicação dos regulamentos no que respeita à implantação do passaporte biológico, o que, a seu ver, prejudicava a verdade desportiva, o diretor da Efapel garante que "diria a mesma coisa" se recuasse no tempo, mas hoje está "confiante" em melhorias no panorama velocipédico luso.
Efapel: Tiago Antunes (Por), Jesús David Peña (Col), Lucas Lopes (Por), Keegan Swirbul (EUA), Pedro Pinto (Por) e Joaquim Silva (Por).
Diretor desportivo: José Azevedo.