Óbidos Cycling Team estreia-se na Volta a Portugal: «Vamos com o objetivo de aproveitar as oportunidades»
87.ª edição da prova começa na quarta-feira, dia 5
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A Óbidos Cycling Team vai-se estrear na Volta a Portugal com intenção de "aproveitar as oportunidades" de participar em fugas e discutir vitórias em etapas, sem descartar uma eventual ambição a conquistar a camisola da juventude.
Criada em 2023, como projeto sub-23, a equipa dirigida por Micael Isidoro tornou-se uma equipa continental da UCI em fevereiro deste ano, garantindo assim 'luz verde' para participar pela primeira vez na Volta, a "principal corrida do ciclismo português" e aquela que garante "mais exposição", crê o diretor desportivo.
"Vamos com o objetivo de aproveitar as oportunidades. Vamos procurá-las. Se tivermos a oportunidade de estar na discussão de alguma etapa e de tentar as 'fugas', vamos tentar por aí. Depois, logo ver-se-á como estarão os homens que sobem melhor para depois, conforme a competição decorrer, tomarmos algumas decisões", salienta, em declarações à Lusa.
Com um alinhamento de sete corredores em que o espanhol José Gutiérrez, com 38 anos, e o português Bruno Maceiras, com 31, são os únicos acima dos 30 anos, o responsável pela Óbidos Cycling Team admite que algum dos seus elementos mais jovens pode lutar pela classificação da juventude, embora isso vá "depender da corrida".
"Pode ser um objetivo, mas vai depender da corrida. Nalgum momento, algum corredor jovem pode ir inserido numa fuga e ficar ali perto ou na discussão, mas há muita gente com qualidade, jovem. Está em aberto, pelos jovens que temos, mas também vai depender de como estiver a condição física dos ciclistas. Esperemos que esteja boa. Há um plano, mas vamos ajustá-lo consoante as coisas se desenvolverem", acrescenta.
Fruto da "mentalidade de internacionalização" com que o projeto foi criado em 2023 e da intenção de receber "mais convites internacionais", a Óbidos Cycling Team tornou-se na 10.ª equipa profissional em Portugal e vai participar na 87.ª edição da Volta, entre 5 e 16 de agosto, com um percurso de 1.430 quilómetros a ligar Lisboa e Porto, que lhe parece "mais equilibrado" face a edições anteriores.
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"Tem oportunidades para os sprinters, oportunidades para os contrarrelogistas e, como é lógico, oportunidades para os trepadores. Será uma Volta com dias para todos. Haverá dias em que o terreno é acidentado e duro. O percurso parece-me equilibrado para decidir quem realmente é o mais forte. Vejo-o com 'bons olhos'", descreve.
Para o antigo corredor, as chegadas à Torre e à Senhora da Graça são as etapas que farão mais diferenças na classificação, assim como o contrarrelógio entre Anadia e Águeda, de 17,4 quilómetros, em 10 de agosto, mas há etapas que "podem ser muito atacadas" e gerar surpresas, à medida que o desgaste se acumular.
"Em teoria, as chegadas à Torre e à Senhora da Graça são os dias mais decisivos, mas os outros dias são muito duros. Se a corrida for endurecida, pode haver grandes surpresas. Vai ser um bom espetáculo", perspetiva.
Quanto a favoritos à camisola amarela, o responsável elege Artem Nych, vencedor em 2024 e em 2025, e Alexis Guérin, segundo da geral no ano passado, ambos da Anicolor-Campicarn e ainda Jesús David Peña e Tiago Antunes, da Efapel, embora não descarte a intromissão nessa luta por parte de ciclistas da UAE Emirates, única formação WorldTeam na prova, das espanholas Euskaltel-Euskadi e Burgos-Burpellet-BH, ProTeams, e da suíça NSN Development Team.
"Há uma série de corredores com favoritismo. Há as estruturas que vêm de fora, como a UAE e a NSN. Têm jovens com muita qualidade. Pode haver alguma surpresa. Depois do primeiro dia mais duro, ficamos a perceber se é como a teoria diz ou não", refere.
Micael Isidoro confessa ainda o agrado de participar pela primeira vez na corrida de verão portuguesa como diretor desportivo, depois de o ter feito várias vezes como ciclista.
"É sempre positivo. Deste lado, nunca a tinha feito. Nesta altura, até estávamos sempre fora, a correr algumas clássicas em Itália. É muito bom estar na Volta, no nosso país, na corrida máxima. Espero que, acima de tudo, possa correr tudo bem para termos dias bonitos de ciclismo", projeta.
Óbidos Cycling Team: Eduardo Pérez-Landaluce (Esp), Bruno Maceiras (Por), Gonçalo Rodrigues (Por), José Gutierrez (Esp), Alvaro Navas (Esp), Rúben Sánchez (Esp) e Jeremy Smith (Aus).
Diretor desportivo: Micael Isidoro.