Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua na Volta a Portugal: «Temos opções de poder discutir ao sprint»
Leangel Linarez, João Matias e César Martingil são os principais ciclistas da equipa
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A Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua quer aproveitar o percurso "mais equilibrado" da 87.ª Volta a Portugal face a edições anteriores para vencer etapas em possíveis discussões ao sprint, nomeadamente na primeira metade da corrida.
Após edições recentes a "correr por fora", com as chegadas ao sprint a darem-se com grupos reduzidos após "etapas muito duras", a equipa dirigida pelo antigo ciclista Gustavo Veloso quer discutir a vitória nas chegadas a Queluz, no concelho de Sintra, a 6 de agosto, a Albufeira, em 7 de agosto, e a Elvas, em 8 de agosto.
"Os objetivos da Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua passam por ser protagonistas da corrida, principalmente nas primeiras três etapas, onde temos opções de poder discutir ao sprint alguma chegada. Temos o [Leangel] Linares, que já venceu na Volta chegadas ao sprint, temos o [João] Matias, que também venceu, temos o César [Martingil], que é um ciclista que é rápido, mas também muito válido para fazer o trabalho do último quilómetro", diz à Lusa o vencedor das edições de 2014 e de 2015 da Volta.
Agradado com o facto de o percurso corresponder aos "perfis diferentes dos atletas", com possíveis chegadas ao sprint, etapas de média montanha e tiradas de alta montanha, o antigo corredor espanhol realça que os outros elementos da equipa são ciclistas "todo-o-terreno", que podem ir para as fugas na segunda metade da prova, e assume que o sub-23 Rafael Barbas pode tentar a vitória na classificação da juventude.
"Quero ver até onde consegue chegar na luta pela classificação da juventude. O Rafa está a fazer uma grande época, com grandes resultados, e pode estar nessa luta", ressalva, a propósito do sexto classificado da geral na Volta a Portugal do Futuro realizada em maio.
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Embora os corredores da UAE Emirates, única equipa do escalão principal da UCI, o WorldTeams, da Euskaltel-Euskadi e da Burgos-Burpellet-BH, do ProTeams, segundo escalão, e da suíça NSN Development Team possam intrometer-se na batalha pela classificação geral, Gustavo Veloso crê que os favoritos são os mesmos de anos anteriores, com a aparição de alguns corredores que estejam "a evoluir".
"Nas equipas portuguesas, os favoritos vão continuar a ser os mesmos dos últimos anos. Pode haver algum atleta que está a evoluir e aparecer, como o Fábio Costa e o Pedro Silva [ambos da Feira dos Sofás-Boavista], que conseguiu um lugar nos 10 primeiros no ano passado, a trabalhar, e neste ano tem mais liberdade", salienta o antigo ciclista galego.
Ainda sem certezas quanto ao desempenho da nova organização da corrida, a cargo da empresa espanhola Emesports, o diretor desportivo da Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua crê que se vão "sentir diferenças" face a anos anteriores, como aconteceu nas edições de 2026 da Volta ao Algarve e da Volta ao Alentejo, também organizadas pela empresa de Ezequiel Mosquera, ex-corredor.
"Às vezes, são necessárias mudanças, porque acabamos por nos acomodar. Vamos esperar que a Volta passe para depois analisarmos se a organização fez melhor ou não. Nas outras corridas onde entrou, senti alguma diferença, na imagem, nas partidas e chegadas, na segurança e nas marcações. Sei que a organização está a fazer o máximo esforço para que não falhe nada, mas, como em todos os trabalhos, há sempre coisas para melhorar", perspetiva.
Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua: Leangel Linarez (Ven), João Matias (Por), César Martingil (Por), Ángel Sánchez (Esp), Gonçalo Carvalho (Por), Francisco Morais (Por) e Rafael Barbas (Por).
Diretor desportivo: Gustavo Veloso.