LA Alumínios-Credibom-MarcosCar quer 'reinar' na juventude
Hernâni Broco reconhece que gostava de ter mais ambições na Volta a Portugal, e "se fosse dentro do projeto, melhor"
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A LA Alumínios-Credibom-MarcosCar parte para a 83.ª Volta a Portugal com a missão de vencer a camisola da juventude, mas a sonhar com o desejo de sempre, o de vencer uma etapa.
"Os nossos objetivos passam por tentar vencer a camisola da juventude - que já vencemos em anos anteriores -, com uma equipa bastante jovem, em que temos cinco atletas que contam para essa classificação, porque são sub-23. Depois, é sempre aquele desejo que temos ainda, que é vencer uma etapa. [A Volta] passa por esses objetivos e por colocar um dos nossos homens bem na classificação geral", enumerou Hernâni Broco, em declarações à agência Lusa.
As pretensões 'maiores' da equipa serão condicionadas pelo "desenrolar da etapa da Torre", com o diretor desportivo da LA Alumínios-Credibom-MarcosCar a apontar como "referências" Gonçalo Leaça e André Ramalho, "pela maior experiência que já têm numa Volta" e por em anos anteriores terem estado "na frente, no 'top 20'", mas também João Medeiros, "que este ano tem sido bastante regular e poderá ter uma palavra a dizer tanto na geral como na camisola branca".
Muito ativos nas últimas edições da prova 'rainha' do calendário nacional, os pupilos de Broco vão procurar novamente entrar em fugas para, quem sabe, conquistar a vitória que lhes tem fugido.
"É esse o espírito competitivo e combativo que transmito aos atletas, porque a oportunidade [de ganhar uma etapa] penso que em breve surgirá e já esteve perto de acontecer. O ano passado até foi uma Volta muito atípica, em que chegaram bastantes fugas, e houve vencedores de etapas que partiram dessas fugas. Se estivermos lá presentes, a probabilidade é muito maior", prognosticou.
Embora esteja orgulhoso do trabalho que tem realizado com os jovens da LA Alumínios-Credibom-MarcosCar, Broco reconhece que gostava de ter mais ambições na Volta a Portugal, e "se fosse dentro do projeto, melhor".
"Até ao momento, tem sido um trabalho que tenho visto com bons olhos, o fazer algo diferente. Depois, às vezes, o que acontece é perdermos estes valores para outras equipas. O trabalho não é inglório, porque é para o bem do ciclismo nacional, mas, em termos de equipa, é complicado perder essas referências, porque somos nós que apostamos neles", analisou.
Com os seus ciclistas fora da luta pela vitória final, o diretor desportivo aponta a Glassdrive-Q8-Anicolor como grande favorita, com Rádio Popular-Paredes-Boavista e Efapel a "dar bastante luta", sem esquecer ainda Alejandro Marque e Delio Fernández, do Atum General-Tavira-Maria Nova Hotel.
"Nas equipas estrangeiras, não podemos esquecer em nada a Caja Rural, que, uma vez que não está na Vuelta, vai trazer um bloco bastante forte. Bem conhecem a Volta a Portugal e as estradas portuguesas e têm valores suficientes para colocarem homens no 'top 5' e estarem atentos a uma oportunidade que possa acontecer. Muitas vezes, acontece os portugueses focarem-se só nos portugueses e, se essa equipa tiver a oportunidade, combativos como eles são, também vão agarrá-la. Têm homens com enorme potencial", destacou.
Para Broco, a ausência da W52-FC Porto representará um regresso a um passado recente, em que havia apenas uma única equipa a controlar a corrida, mas permitirá que esta edição, que começa na quinta-feira, em Lisboa, e termina em 15 de agosto, em Gaia, seja mais imprevisível.
"A W52-FC Porto era o bloco mais forte e a antiga Efapel, agora Glassdrive, tem-se aproximado bastante e estavam taco a taco a lutar uma com a outra. Saindo a W52-FC Porto, volta ao panorama anterior, em que há um bloco muito forte e recai sobre ele toda a responsabilidade, como acontecia com o FC Porto anteriormente. Mas fica mais aberta por isso. No ano passado, viu-se que praticamente todas as etapas eram disputadas entre eles e na classificação geral também foi sempre entre eles a grande luta", lembrou.
A ajudar a essa indefinição está também um "percurso mais equilibrado do que o de outros anos".
"No entanto, a Volta a Portugal é sempre uma caixinha de surpresas e, às vezes, as etapas menos duras, como em anos anteriores, são bastante seletivas e podem ditar diferenças também. Neste caso, há mais etapas para sprinters, o que pode significar mais etapas para as fugas vingarem", previu.
LA Alumínios-Credibom-MarcosCar
Equipa: André Ramalho (Por), Gonçalo Leaça (Por), Rodrigo Caixas (Por), Francisco Marques (Por), João Macedo (Por), João Medeiros (Por) e Rúben Simão (Por).
Diretor Desportivo: Hernâni Broco.