Após 21 dias de Volta a Espanha numa temporada que tem ficado muito aquém daquilo que João Almeida desejava, o ciclista português da UAE Emirates refletiu sobre esta prova que marcou o seu regresso aos "dias bons". Mas nem todos foram assim.
"Que Vuelta. Um longo caminho desde Mónaco. Muito aconteceu e muito não aconteceu. Todas as Grandes Voltas têm uma história diferente e dão-nos uma grande bagagem de momentos para o resto da vida", começou por escrever o corredor de 28 anos numa publicação feita nas redes sociais.
"Foi uma corrida de muitas emoções, dias bons, dias difíceis e, acima de tudo, muitos momentos que ficam. É por isso que amamos este desporto - porque nunca sabemos exatamente o que nos espera, mas sabemos que no fim levamos connosco uma história para contar", reforçou.
O vírus que o afetou desde março, aliado a uma queda na Volta à Polónia que minou a preparação para esta prova atrasou a forma do luso que defendia o 2.º lugar de 2025. Ficou desde cedo longe da luta pelos lugares cimeiros e, ao 8.º dia, a estratégia da equipa mudou por completo com o abandono de Tadej Pogacar. João foi para a fuga nas etapas 12 e 14 e ficou muito perto da vitória no contrarrelógio da 18.ª tirada.
Terminou no 91.º da geral - pela primeira vez fora de um top 10 em Grandes Voltas -, mas 'sobreviveu' à razia que a UAE sofreu e fui um de apenas 4 da equipa a concluir, ao lado de Ivo Oliveira, Kevin Vermaeke e Domen Novak.
"Um grande agradecimento à família UAE Team Emirates, a toda a equipa que esteve ao nosso lado em cada quilómetro e a todos os que apoiam o nosso lindo desporto! Agora é tempo de recuperar e guardar tudo o que esta Vuelta nos deu! Bota Lume", concluiu.
Ainda com o objetivo de alcançar a primeira vitória da temporada, João Almeida vira agora o foco para três provas de um dia: os Mundiais no Canadá, dia 27, os Europeus na Eslovénia, a 4 de outubro, e a Lombardia, último Monumento do ano que se corre dia 10 do próximo mês.