Andebol ajuda a formar pessoas
A funcionar há cerca de 15 anos, o ESAG (Escola Secundária António Gedeão) Andebol Clube é um caso de sucesso na formação de jovens jogadores com poucos recursos. Vivendo, essencialmente, do apoio dos pais dos atletas - dirigem, treinam e asseguram os transportes - e algum auxílio camarário, nomeadamente ao nível das instalações para jogos e treinos, o Clube-Escola da Cova da Piedade movimenta cerca de 70 jovens e orgulha-se de "quase 90% dos alunos que por ali passaram terem, depois, prosseguido uma carreira no andebol".
Como escola com tradição no andebol, foi convidado para representar a Zona Sul numa "poule" de apuramento para o Mundial de Desporto Escolar e garantiu a presença em Fafe e Guimarães entre os dias 19 e 27 de março. Uma prova onde irão procurar, essencialmente, o enriquecimento pessoal.
"Estamos a fazer um forcing, intensificando os treinos para tentar arranjar um grupo competitivo, mas será sempre muito difícil ambicionar mais do que tentar ganhar à Itália e ao Chipre", assume Sérgio Miranda, coordenador do ESAG, baseando-se na experiência que viveu "há 4 anos na Hungria". Os jovens da Margem Sul vão enfrentar, ainda, França, Croácia e Eslovénia, pelo que o técnico aponta o "vasto programa social e de convívio" da prova como elementos principais de "uma experiência muito rica".Formadores. A maioria dos jovens do ESAG complementam a sua formação desportiva noutros clubes da Margem Sul, sendo esta escola um tradicional fornecedor de atletas para o Ginásio do Sul. "Todos os anos alguns são mesmo chamados às seleções regionais", orgulha-se Sérgio Miranda, líder de um "projeto que, para além do objetivo desportivo, contempla uma grande vertente de formação pessoal para a vida".S.L.